Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Minerais críticos e terras raras dividem Lula e Flávio Bolsonaro sobre papel do Estado e parcerias com outros países, diz especialista
Publicado 13/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
Delta adia para março estreia de voos à Arábia Saudita após ataques em Riad
Anthropic apresenta números do 3º trimestre a investidores institucionais antes de possível IPO de US$ 2 trilhões
Bancos americanos divulgam balanços: JPMorgan decepciona, enquanto Citi e Goldman Sachs superam expectativas
Censo dos EUA: Plano de Trump de excluir não cidadãos em 2030 ameaça virar batalha judicial
UnitedHealth supera estimativas no 3º trimestre e eleva previsão de lucro para 2026
Publicado 13/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
As propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para os minerais críticos e as terras raras convergem na intenção de agregar valor à produção local e se distanciam no papel do Estado e nas alianças geopolíticas.
Para entender os desafios do próximo governo, o Real Time do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC conversou com Ronaldo Félix, especialista em comércio exterior e sócio da SAGO CMEX. Segundo ele, o país precisa converter as reservas em desenvolvimento econômico e tecnológico.
O país possui cerca de 21 milhões de toneladas de recursos de terras raras e é referência global em nióbio, grafita e lítio. Para Félix, o benefício está em fechar bons contratos e parcerias, sobretudo com investimento externo.
Esse capital não é problema, de acordo com o especialista, desde que não sirva só para ampliar a extração bruta. Em Goiás, por exemplo, já há plantas em operação. O aporte, afirmou, precisa levar tecnologia, formação técnica e fábricas de beneficiamento, o que também gera empregos.
Por isso, ele define como desafio atrair investimento que favoreça todo o ecossistema produtivo.
Na avaliação de Félix, a lei sancionada em 16 de setembro já funciona como marco regulatório. O texto traz a política do setor, com incentivos e investimentos que, segundo ele, são pequenos diante do potencial brasileiro.
Além disso, a norma estabelece que todo aporte estrangeiro deve trazer conhecimento tecnológico, formação de mão de obra especializada e implantação de polos industriais. Esses polos devem abranger extração, refino e, em alguns casos, o beneficiamento até o produto final.
Félix afirmou, sem viés político-partidário, que o próximo presidente deve cumprir a lei com rigor. Com essa aplicação, o Brasil tem chance de deixar a posição de potencial extrator e se tornar referência ao lado da China, que hoje domina boa parte do mercado.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLula defende soberania e processamento dos materiais dentro do país, com mais participação do Estado. Flávio Bolsonaro propõe atrair capital e tecnologia estrangeiros.
Para o especialista, as duas visões estão alinhadas com a política aprovada pelo Congresso. Caso Lula seja reeleito, ele tende a manter a diversificação de investimentos e de clientes das terras raras brasileiras. Se Flávio vencer, deve dar prioridade aos Estados Unidos, o que Félix não considera ruim, desde que os aportes incluam industrialização e qualificação de mão de obra.
Ele defende, ainda, que o Brasil receba investimento de mais de um país. Assim, evita depender de um único comprador, situação em que, segundo ele, boa parte do mundo está hoje em relação à China.
Mesmo com investimento e tecnologia, o Brasil dificilmente será competitivo em volume e preço frente à China nos primeiros 10 a 15 anos, disse Félix.
Em contrapartida, o país pode oferecer diferenciais que os chineses não têm hoje. Um deles é a rastreabilidade. Outro é a matriz energética limpa, com maioria da energia vinda de hidrelétricas.
Ele também citou o rigor com o desmatamento nas áreas de concentração dos minerais, principalmente em Goiás e Minas Gerais.
Os americanos olham para outras regiões, mas o Brasil é o principal foco, avaliou Félix. Ele rejeita a narrativa de que os Estados Unidos não terão prioridade, independentemente de quem vença a eleição.
Segundo o especialista, o país, ao lado da China, é a maior potência que precisa desses recursos, sobretudo para os setores de segurança, armamentos e tecnologia. Félix não tem dúvida de que o Brasil não fechará as portas aos americanos e de que os maiores contratos e investimentos devem vir de lá.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
2
DECISÃO 2026: Flávio tem 53,1% dos votos válidos contra 46,9% de Lula, aponta pesquisa DataTrends
3
Após defender Master, Gabriela Prioli sinaliza voto em Lula; mensagens revelam contrato de 12 meses da influenciadora com o banco
4
Ator que interpretava Flynn em “Breaking Bad”, RJ Mitte morre aos 34 anos
5
TSE barra jornal de petroleiros após pedido de Flávio Bolsonaro
DECISÃO 2026: após determinação de Nunes Marques, campanha registra canal de WhatsApp 'Exército de Lula' no TSE
DECISÃO 2026: Nunes Marques volta a suspender 'Exército do Lula' e exige registro oficial do canal pela campanha