Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Moraes vê futuro no STF atrelado à eleição, e vitória de Flávio reforça pressão por impeachment; veja os riscos para o ministro
Publicado 25/10/2026 • 07:50 | Atualizado há 10 minutos
BREAKING NEWS:
DECISÃO 2026: Urnas estão abertas em todo o país e começam a receber os primeiros eleitores
Embaixadas americanas reforçam segurança à medida que aumentam os alertas sobre ameaças do Irã antes das eleições de meio de mandato nos EUA
A Ucrânia anunciou o levantamento das restrições de alta velocidade aos serviços Starlink e Starshield
EXCLUSIVO CNBC: Escassez de capital e custos crescentes ameaçam expansão da infraestrutura de IA, diz Torsten Slok
Empresas de nuvem para IA despencam e risco de calote dispara no setor
‘Outubro Negro’ da IA: Falhas críticas no PHP desencadeiam corrida global pela segurança
Publicado 25/10/2026 • 07:50 | Atualizado há 10 minutos
KEY POINTS
Créditos: AFP
A disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), decidida neste domingo (25), é aguardada com ansiedade nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a colunista Roseann Kennedy, do Estadão, o ministro Alexandre de Moraes é o principal interessado no resultado, porque o futuro e o poder dele dependem de quem ocupará o Palácio do Planalto.
De acordo com a colunista, uma eventual vitória de Lula é vista nos bastidores da Corte como a salvação de Moraes e garantiria o empoderamento do grupo chamado nos corredores da magistratura de “o quarteto”.
Já a vitória de Flávio aponta para o fim do ciclo de poder do ministro, tratado pela corrente política do candidato do PL como “carrasco do bolsonarismo”, e dá mais força ao possível impeachment.
Leia também: DECISÃO 2026: quais documentos levar para votar no segundo turno
Logo após o primeiro turno, com a expectativa de vitória de Flávio, Moraes adotou uma mansidão repentina, na linha do “salve-se quem puder”. Entre os gestos, o ministro autorizou Flávio a voltar a visitar o pai, Jair Bolsonaro.
Ao mesmo tempo, o ministro avançou em outra estratégia de salvamento. Até agora, ele não explicou por que fez uma reunião secreta em seu gabinete com a cúpula da Polícia Federal (PF).
Quinze dias depois desse encontro, a PF ampliou as frentes de investigação contra Flávio e pediu a abertura de inquérito para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas à relação dele com o advogado Willer Tomaz. Por sorteio, o caso ficou sob relatoria de Moraes.
Na noite de sexta-feira (23), o ministro determinou o bloqueio de bens móveis e imóveis e o sequestro de R$ 6 bilhões das contas de Tomaz, que, segundo a coluna, tem amplo espectro de relações políticas em Brasília.
Com as decisões às vésperas do segundo turno, de acordo com a colunista, caiu por terra a tentativa de apaziguamento feita ao final do primeiro turno com integrantes da campanha bolsonarista.
A defesa de Tomaz afirma que se trata de uma “pescaria probatória” para “fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais”.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO próximo presidente indicará mais quatro ministros ao Supremo, que tem 11 cadeiras. Segundo a colunista, isso definirá o equilíbrio de forças interno a partir de 2027.
Hoje, a ala de Moraes vota de forma coesa e reúne Cristiano Zanin, que foi advogado de Lula, Flávio Dino, ex-ministro do governo petista, e Gilmar Mendes.
Juntos, eles já conseguiram frear o pedido de abertura de investigações contra Moraes sobre o contrato de R$ 131 milhões do escritório de Viviane Barci, esposa do ministro, com o Banco Master, além de outras suspeitas de sociedade com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Se Lula for eleito, o bloco dobrará de tamanho, com reforço imediato na vaga aberta de Luís Roberto Barroso. Com isso, aumenta o poder de Moraes, que deve assumir a presidência do STF em setembro de 2027.
Os demais ministros não votam necessariamente alinhados, por terem perfis, interesses e exposições públicas variados.
Em caso de vitória de Flávio, as indicações de novos ministros permitiriam ao bolsonarismo construir maioria no plenário, avalia a colunista. Jair Bolsonaro indicou André Mendonça e Nunes Marques, e Luiz Fux também passou a ser visto como aliado.
Além disso, juristas avaliam que as novas indicações poderiam abrir espaço para a revisão do julgamento do 8 de Janeiro. Os bolsonaristas buscariam, assim, impor a narrativa que nega os atos golpistas.
Ao mesmo tempo, o Supremo vive a maior crise reputacional de sua história, segundo Roseann Kennedy, com pedidos de investigação sobre seis dos atuais 10 ministros. As ligações com Daniel Vorcaro envolvem, por motivos diferentes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux, Gilmar Mendes e André Mendonça.
O desfecho das apurações ainda é uma incógnita. A única certeza que avança nos gabinetes, conforme a colunista, é que, após as eleições, “ao menos uma cabeça terá de rolar”, e o resultado das urnas influenciará quem cairá primeiro.
Os registros citados reúnem trocas de mensagens, viagens em jatinhos do banqueiro, repasses financeiros e contratos com escritórios de advocacia ligados a familiares dos magistrados.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Polymarket e Kalshi apontam mais de 83% de chance de vitória de Flávio Bolsonaro
2
Pesquisa Veritá traz seis notícias ruins para Lula
3
GERP – ÚLTIMA ANTES DA ELEIÇÃO: Instituto que acertou primeiro turno dá 52% para Flávio e 48% para Lula
4
Gastos com cartão da Presidência chegam a R$ 84,5 milhões desde 2023, e 98,6% das despesas estão sob sigilo
5
DECISÃO 2026: Instituto que acertou primeiro turno dá 52% para Flávio e 48% para Lula