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Ações da Maersk caem após CEO alertar que guerra com Irã terá impacto maior nos próximos meses

Publicado 07/05/2026 • 18:25 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • O CEO da Maersk, Vincent Clerc, afirmou que a alta do petróleo está gerando custos extras de US$ 500 milhões por mês para a companhia.
  • O EBITDA da empresa caiu 35% no primeiro trimestre de 2026, mas ficou dentro das expectativas do mercado.
  • A Maersk alertou que a guerra com o Irã adicionou uma “camada extra de incerteza” ao cenário global.

Divulgação/Maersk

A guerra entre Estados Unidos e Irã criou um “novo alerta” para o comércio global, afirmou nesta quinta-feira (07).

A guerra entre Estados Unidos e Irã criou um “novo alerta” para o comércio global, afirmou nesta quinta-feira (07) o CEO da Maersk, Vincent Clerc, ao advertir que os impactos do conflito podem se intensificar nos próximos meses.

Em entrevista à CNBC após a divulgação dos resultados trimestrais da companhia, Clerc afirmou que a empresa enfrenta forte pressão de custos e que parte desse aumento precisará ser repassada aos clientes.

As ações da gigante dinamarquesa do transporte marítimo chegaram a cair mais de 7% nesta quinta-feira, após a companhia reportar forte queda na lucratividade e alertar para os efeitos da escalada no Oriente Médio, embora tenha mantido suas projeções para o ano.

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“Somos uma indústria altamente dependente de energia, e isso criou um conjunto totalmente novo de circunstâncias com as quais agora precisamos lidar”, disse Clerc. “Isso terá impacto importante no segundo e no terceiro trimestre.”

Os preços do petróleo dispararam com a intensificação da guerra no Oriente Médio, enquanto as incertezas sobre o fechamento do Estreito de Ormuz mantêm os valores elevados. O avanço do petróleo também alimenta preocupações sobre uma nova pressão inflacionária em diversas economias.

Nesta quinta-feira, o barril do petróleo Brent recuava 2,2%, para US$ 93,01, diante de expectativas de um possível acordo de paz entre Washington e Teerã.

Segundo Clerc, o choque energético representa cerca de US$ 500 milhões em custos extras mensais para a companhia enquanto o petróleo permanecer próximo de US$ 100 por barril.

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“Há limites para o quanto conseguimos reduzir custos. Precisaremos repassar parte desse aumento aos clientes, porque é um impacto muito grande para absorvermos sozinhos”, afirmou.

O executivo também demonstrou preocupação com o impacto da crise sobre o consumo global.

“À medida que esses custos chegam ao consumidor final, veremos destruição de demanda? Isso poderá reverberar por toda a cadeia de suprimentos com uma demanda mais fraca na segunda metade do ano?”, questionou.

A Maersk, considerada um dos principais termômetros do comércio global, registrou EBITDA ajustado de US$ 1,75 bilhão no primeiro trimestre de 2026, queda de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, mas em linha com as expectativas do mercado.

A receita caiu 2,6% na comparação anual, para US$ 13 bilhões, acima das projeções de US$ 12,5 bilhões. Segundo a empresa, o desempenho foi pressionado pela divisão oceânica, impactada por tarifas de frete menores e aumento de custos operacionais.

Cerca de uma semana após o início da guerra com o Irã, a Maersk suspendeu duas rotas marítimas importantes que conectam o Oriente Médio à Ásia e à Europa. A companhia afirmou que a decisão foi tomada para proteger tripulações e embarcações.

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Apesar do cenário desafiador, a empresa manteve sua projeção para 2026, prevendo crescimento do EBITDA entre 4,5% e 7%. A companhia afirmou que a estimativa considera o excesso de oferta de navios no setor, além de diferentes cenários para a reabertura do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz ao longo do ano.

Ainda assim, a Maersk reforçou que a guerra aumentou significativamente a incerteza sobre a economia global e as cadeias de suprimentos.

“A geopolítica é hoje a principal força moldando o cenário macroeconômico, além do ambiente de comércio e logística”, afirmou a empresa em apresentação de resultados, acrescentando que o conflito adicionou uma “camada extra de incerteza”.

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte marítimo global — opera praticamente paralisado.

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“Atualmente, cessares-fogo frágeis estão em vigor no Irã e no Líbano, as negociações avançam lentamente e o tráfego no Estreito de Ormuz permanece próximo da paralisação. O conflito já afetou o sentimento econômico. A confiança do consumidor se deteriorou”, afirmou a companhia.

A Maersk destacou que, caso os preços do petróleo permaneçam entre US$ 90 e US$ 100 por barril ao longo de 2026 e o conflito seja resolvido rapidamente, a demanda global por contêineres ainda poderá crescer entre 2% e 4%.

No entanto, a empresa alertou que “o equilíbrio dos riscos segue voltado para o lado negativo” e que cenários mais adversos não podem ser descartados.

“As interrupções energéticas e logísticas no Estreito de Ormuz estão remodelando rapidamente as cadeias globais de suprimentos”, afirmou a companhia. “Após as recentes tarifas sobre importações americanas, o conflito representa mais um alerta para o desenvolvimento de novas estratégias capazes de tornar as cadeias de suprimentos mais resilientes.”

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