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Venda bilionária da Raízen na Argentina entra na reta final; anúncio pode sair em maio

Publicado 06/05/2026 • 11:50 | Atualizado há 2 semanas

KEY POINTS

  • A venda dos ativos da Raízen na Argentina avança para a fase final e a operação pode ser anunciada em maio.
  • O movimento faz parte de uma reestruturação financeira do grupo e envolve cifras bilionárias.
  • A negociação atraiu grandes nomes do mercado internacional, em especial a empresa envolvida no negócio, a Mercuria Energy Group.
caminhão da Raízen

Foto: Divulgação/Raízen

Venda bilionária da Raízen na Argentina entra na reta final; anúncio pode sair em maio

A venda dos ativos da Raízen na Argentina avança para a fase final e a operação pode ser anunciada em maio. O movimento faz parte de uma reestruturação financeira do grupo e envolve cifras bilionárias, além de possíveis mudanças relevantes no setor de energia argentino.

A negociação atraiu grandes nomes do mercado internacional e investidores locais, em especial a empresa envolvida no negócio, a Mercuria Energy Group. Com diligências já concluídas, o negócio avaliado entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão se encaminha agora para a formalização de contrato.

Leia também: Quem manda na Raízen? Entenda a disputa pelo controle nas negociações

Negócio bilionário

A aquisição da Raízen é liderada pela Mercuria Energy Group, em parceria com os empresários argentinos José Luis Manzano e Daniel Vila. Conforme citado, o valor da operação varia entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 4,9 bilhões e R$ 7,4 bilhões na cotação atual).

De acordo com o Estadão, o pacote inclui cerca de 1.000 postos de combustíveis da bandeira Shell e a refinaria Dock Sud, que tem capacidade de processamento de 100.000 barris por dia. Com esse volume, a unidade fica atrás apenas de duas refinarias da estatal YPF em termos de capacidade no país.

Ativos ampliam a presença no setor

A conclusão do negócio pode alterar o equilíbrio competitivo do setor de petróleo na Argentina. Isso porque a Mercuria e os empresários já atuam no segmento por meio da Phoenix Global Resources, e, com a aquisição, o grupo passa a operar de forma mais integrada.

Ou seja, de forma simples, além da produção, também passam a atuar no refino, transporte e distribuição de combustíveis, expandindo e verticalizando suas operações.

Quem são os empresários envolvidos?

José Luis Manzano e Daniel Vila são nomes conhecidos no mercado argentino. Além do setor de energia, eles mantêm negócios em mineração, com participação na Mineradora Aguilar, incluindo projetos ligados à prata, lítio e urânio.

Os dois também controlam o Grupo América, considerado o segundo maior conglomerado de mídia do país, e possuem participação nas distribuidoras de energia Edenor e Edemsa.

Antes de atuar como empresário, Manzano teve carreira política e foi ministro do Interior durante o governo de Carlos Menem, nos anos 1990.

Venda faz parte da reestruturação da Raízen

A decisão de vender os ativos na Argentina integra um plano de reorganização financeira da Raízen, que é controlada pelo grupo Cosan em parceria com a Shell. A companhia brasileira de energia negocia um plano de recuperação extrajudicial com bancos e credores.

Parte dos recursos levantados com a venda para os argentinos deve ser usada para quitar os débitos em aberto entre os detentores das dívidas. A expectativa da Raízen é fechar um acordo e encaminhar a homologação judicial até junho.

Vale lembrar que, antes do novo negócio em andamento, a empresa brasileira chegou a negociar diretamente com a Saudi Aramco. No entanto, as conversas não avançaram.

Vale lembrar que a Raízen adquiriu esses ativos da Shell em 2018, quando a refinaria Dock Sud foi avaliada em cerca de US$ 1 bilhão.

Leia também: Raízen rejeita exigências de credores; veja o que ficou de fora da proposta

Próximos passos

Com as propostas vinculantes apresentadas em novembro do ano passado e as diligências concluídas, resta apenas a formalização do contrato.

Com isso, o anúncio oficial deve acontecer a partir da metade de maio, marcando o desfecho de uma operação estratégica que deve impactar tanto a Raízen quanto o mercado de energia na Argentina.

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