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Ações da Pandora sobem após CEO dizer que empresa quer reduzir dependência da prata
Publicado 05/02/2026 • 07:50 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 05/02/2026 • 07:50 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A joalheria dinamarquesa Pandora enfrenta problemas com as tarifas impostas por Trump
A Pandora, maior joalheria do mundo em volume, registrou alta nas negociações da manhã desta quinta-feira (5) depois que a empresa respondeu às preocupações dos investidores sobre sua forte dependência da prata.
As ações chegaram a subir até 7% após a companhia projetar crescimento orgânico praticamente estável em 2026, junto com a divulgação do balanço trimestral, e anunciar que pretende lançar joias com revestimento de platina, depois que o preço da prata mais do que dobrou no último ano. Por volta do fim da manhã, os papéis eram negociados em alta de 5,5%.
“Quando observamos a volatilidade da prata, uma das coisas que precisamos fazer pela empresa é nos desvincular desse movimento do metal”, afirmou a CEO Berta de Pablos-Barbier ao programa Squawk Box Europe, da CNBC.
Leia também: Ações da Pandora fecham em queda de 18% após balanço e alerta sobre tarifas dos EUA
“Variar nosso portfólio com novos metais vai nos ajudar, porque não ficaremos tão dependentes de apenas um metal, que hoje é a prata”, disse ela, acrescentando que cerca de 60% dos negócios da Pandora atualmente estão concentrados nesse material.
Embora o preço à vista da prata estivesse em queda de cerca de 9% no início da manhã de quinta-feira, em torno de US$ 80 por onça, o metal ainda acumula alta superior a 150% em relação aos cerca de US$ 30 por onça registrados há um ano.
A joalheria dinamarquesa vem enfrentando pressão, e analistas alertaram que a volatilidade do preço da prata representa um “problema pernicioso” para a empresa. Um consumidor mais pressionado também tem afetado as vendas.
Para este ano, a Pandora espera que o crescimento orgânico fique entre queda de 1% e alta de 2%, e que a margem de lucro operacional (antes de juros e impostos) fique entre 21% e 22%.
De Pablos-Barbier, que assumiu o cargo de CEO no mês passado, disse à CNBC que a adoção de materiais com revestimento de platina e a ampliação do portfólio permitirão à empresa manter margens na casa dos 20%.
A joalheria registrou crescimento orgânico de 6% em 2025, pré-anunciado em janeiro, abaixo dos 13% do ano anterior e aquém da própria projeção, que era de avanço entre 7% e 8%.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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