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Agro paulista celebra fim de sobretaxa e destaca abertura de novos mercados
Publicado 21/11/2025 • 20:25 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/11/2025 • 20:25 | Atualizado há 2 meses
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Agro paulista celebra fim de sobretaxa
Agro paulista celebra fim de sobretaxa
O agronegócio paulista recebeu com alívio a decisão dos Estados Unidos de suspender, nesta quinta-feira (20), a sobretaxa aplicada desde agosto sobre mais de 60 itens agropecuários nacionais. A medida atinge produtos como carne, soja, frutas e outras commodities exportadas pelo Brasil, reduzindo custos e permitindo que o setor volte a operar com maior previsibilidade no mercado norte-americano.
A lista atual não contempla todos os produtos agrícolas exportados ao país, mas marca uma inflexão importante após meses de perda de competitividade. Para produtores do Estado de São Paulo, um dos polos do agronegócio nacional, a decisão ajuda a restabelecer margens e reaproxima o Brasil de um dos mercados mais relevantes para alimentos.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, o fim da sobretaxa traz previsibilidade para um setor que responde com sensibilidade a choques externos. “As tarifas extras penalizavam não apenas o produtor nacional, mas também os consumidores americanos, que viram sumir das prateleiras alimentos que fazem parte da rotina das famílias. É uma vitória do agro”, afirmou.
Meirelles destacou que operar com regras claras reduz incertezas, permite planejamento e amplia a capacidade de negociação de agricultores e pecuaristas em contratos de médio e longo prazo.
Para Antonio Ginack Junior, da Comissão de Bovinocultura de Corte da Faesp, o episódio das sobretaxas também serviu como alerta. Ele avalia que a medida forçou o setor a buscar novos mercados e reduzir dependência dos EUA. “A taxação foi fantástica para o mercado brasileiro, pois os vendedores de carne bovina tiveram que sair da zona de conforto para abrir novos mercados. E abriram. Com isso, o preço da arroba, ao ser taxada pelos Estados Unidos, ao invés de cair, aumentou no Brasil”, disse.
A expansão de mercados alternativos, segundo ele, ajudou a atenuar parte dos impactos da sobretaxa sobre exportadores.
O coordenador da Comissão de Cafeicultura da Faesp, Guilherme Vicentini, também comemorou a medida. Os Estados Unidos são um dos principais destinos do café brasileiro, e o setor temia perder participação para concorrentes com tarifas mais baixas. “A preocupação era que eles buscassem outras origens devido às sobretaxas, desfazendo trabalho de anos. Para o setor cafeeiro, a decisão traz a certeza de que voltaremos a exportar forte para o mercado americano”, afirmou.
A suspensão das sobretaxas foi interpretada como um gesto de reaproximação por parte do governo norte-americano. Para a Faesp, o movimento fortalece a confiança bilateral e abre espaço para negociações mais amplas em temas comerciais.
O episódio, porém, também acendeu um alerta sobre a vulnerabilidade dos exportadores brasileiros a oscilações políticas e disputas geoeconômicas. A imposição das sobretaxas nos últimos meses mostrou que depender de poucos mercados aumenta riscos para as cadeias produtivas.
Para lideranças do agro, a retirada da sobretaxa precisa ser acompanhada por uma estratégia de longo prazo. A ampliação de acordos comerciais, o investimento em diplomacia agrícola e a busca por novos mercados devem orientar os próximos passos do setor.
“A decisão é positiva, mas não pode ser vista como definitiva. Precisamos diversificar mercados, ampliar negociações e investir em inovação para manter competitividade”, avaliou Meirelles.
O setor entende que avanços recentes fortalecem a posição do Brasil no comércio global, mas reforçam a necessidade de atuação contínua para garantir rentabilidade e estabilidade ao produtor rural.
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