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Pitaya desbanca o pistache e vira a grande tendência de sabor de 2026
Publicado 19/01/2026 • 12:55 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/01/2026 • 12:55 | Atualizado há 2 meses
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Canva
Depois de apontar o pistache como sabor-símbolo de 2025, a Kerry aposta agora na pitaya como o novo ícone da inovação alimentar. A empresa acaba de lançar os Taste Charts 2026, um relatório que funciona como um mapa estratégico para a indústria de alimentos e bebidas e que reúne dados de consumo, lançamentos de produtos, tendências culturais e inteligência de mercado para ajudar marcas a anteciparem o que o consumidor vai querer comer e beber amanhã.
Mais do que apontar tendências, os Taste Charts funciona como uma bússola para o setor: indica onde investir, quais sabores devem ganhar escala, como reduzir riscos no desenvolvimento de novos produtos e de que forma transformar insight em vantagem competitiva.
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Se 2025 foi o ano do pistache, 2026 promete ser o ano da pitaya (dragon fruit). Tradicionalmente associada à Ásia, a fruta ganhou escala global e hoje aparece como um dos sabores que mais crescem em lançamentos de bebidas, doces e produtos alcoólicos.
Segundo a Kerry, a pitaya registra CAGR de 17% em lançamentos globais até 2025, puxada principalmente por bebidas refrescantes na Europa e nas Américas. Seu perfil suave, levemente adocicado e visualmente marcante a torna perfeita para um consumidor que busca experiências que combinem sabor, aroma e cor.
Para o mercado, isso não é apenas uma tendência criativa, mas uma oportunidade econômica concreta:
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A pitaya é considerada uma fruta cara no Brasil principalmente por causa da combinação entre sazonalidade, oferta limitada e custos elevados de produção. A safra acontece entre dezembro e abril, quando há maior disponibilidade e os preços tendem a cair.
Já na entressafra, de maio a novembro, a produção despenca, o que reduz a oferta e pressiona os valores para cima. Além disso, o cultivo exige investimento alto: segundo a Embrapa Cerrados, implantar um hectare de pitaya custa cerca de R$ 60 mil, considerando infraestrutura, mudas, tutoramento, irrigação e manejo. A colheita é manual e delicada, porque a fruta é sensível ao manuseio, o que aumenta o custo com mão de obra e logística.
Outro fator que encarece a pitaya é a oferta restrita diante de uma demanda crescente. A produção brasileira ainda é pequena – cerca de 1.409 toneladas, distribuídas entre aproximadamente 606 produtores em pouco mais de 1.100 hectares, concentrados principalmente no Sudeste e no Sul do país.
Enquanto isso, o interesse dos consumidores cresce, impulsionado pela imagem da fruta como “superalimento”, rica em antioxidantes, fibras e vitaminas. Esse desequilíbrio entre pouca oferta e alta procura faz com que o preço suba, especialmente fora da safra, transformando a pitaya em um produto valorizado e, muitas vezes, inacessível para parte do público.
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No recorte brasileiro, os Taste Charts 2026 reforçam que o país está no centro da inovação regional. Bebidas, café, cacau e refeições lideram o crescimento, com sabores como:
Para Fernanda Fontolan, gerente de Marketing em Taste da Kerry para a América Latina, os Charts são essenciais para decisões estratégicas:
“É um mapa de sabores e aromas para a indústria não se perder no caminho da inovação. Antecipar tendências é o que permite desenvolver produtos com mais inteligência, menor risco e maior chance de sucesso.”
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