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Raízen compra fatia da Sumitomo e assume biomassa

Publicado 20/02/2026 • 09:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Cade aprova sem restrições operação entre Raízen e Sumitomo.
  • Raízen passa a controlar 100% da Raízen Biomassa.
  • Movimento reforça aposta em energia renovável e eficiência industrial.

Divulgação/Raízen

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou, sem restrições, a operação que consolida o controle da Raízen sobre sua frente de biomassa. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União e não encontrou riscos concorrenciais relevantes.

Na prática, a Raízen Energia adquiriu a participação da Sumitomo Corporation na Raízen Biomassa e passou a deter 100% da empresa. O movimento parece técnico, mas carrega uma mensagem estratégica importante para o mercado.

Em um cenário em que energia limpa virou ativo valioso, controlar integralmente a cadeia produtiva é como ter o código-fonte do próprio negócio.

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Entenda o que muda com a operação

Segundo parecer do Cade, a operação envolve o exercício de uma opção de venda pela Sumitomo, prevista desde sua entrada no capital da Raízen Biomassa. Ou seja, o movimento já estava desenhado desde o início da parceria.

Com a conclusão da transação, a Raízen deixa de ter sócia na operação e passa a ser a única acionista da empresa voltada à produção de biomassa.

Para a Sumitomo, a saída representa uma oportunidade de capitalização. Para a Raízen, significa simplificar a estrutura e ganhar autonomia total sobre decisões estratégicas.

No mundo dos negócios, isso é semelhante a sair de uma sociedade para liderar sozinho um projeto que já provou seu potencial.

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O que é a Raízen Biomassa e por que ela importa

Criada em 2016, a Raízen Biomassa tem foco no desenvolvimento de tecnologia e na produção de pellets a partir do bagaço e da palha de cana-de-açúcar.

Esse tipo de biomassa é usado como combustível renovável, substituindo fontes fósseis em processos industriais e na geração de energia.

Na prática, a empresa transforma resíduos agrícolas em um ativo energético. É uma lógica que conversa diretamente com as tendências de economia circular e descarbonização.

Para o investidor mais atento, isso não é apenas sustentabilidade. É eficiência operacional convertida em receita.

Por que o Cade aprovou sem restrições

O Cade avaliou que a operação não altera de forma significativa a concorrência no setor. Isso porque a transação ocorre dentro de um mesmo grupo econômico, sem impacto relevante sobre a estrutura de mercado.

Além disso, o segmento de biomassa ainda é fragmentado e conta com diversos players, o que reduz preocupações com concentração.

Em termos simples, não houve mudança suficiente para afetar preços ou competição.

O que esse movimento diz sobre o futuro da energia

A decisão da Raízen vai além de uma reorganização societária. Ela sinaliza uma aposta mais clara em eficiência energética e no aproveitamento de resíduos como fonte de valor.

Em um cenário global de transição energética, empresas que controlam toda a cadeia tendem a ganhar velocidade e margem.

É o tipo de movimento silencioso que não vira manchete de crise, mas que, no médio prazo, reposiciona o jogo.

Para quem acompanha o mercado, o recado é direto. Energia limpa não é mais tendência. É estratégia central.

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