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Risco hídrico: um problema estrutural, não climático
Publicado 01/01/2026 • 20:40 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/01/2026 • 20:40 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Apesar de o Brasil concentrar cerca de 12% da água doce superficial do planeta, a distribuição desse recurso é desigual e nem sempre acompanha a concentração populacional ou produtiva. Em São Paulo, essa distorção se soma à degradação de mananciais, ao crescimento da demanda e às mudanças no padrão climático.
O risco hídrico voltou a ganhar destaque uma década após a crise de 2014 e 2015. No fim de 2025, o volume total armazenado nos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo é o menor para esta época do ano desde 2013, o que acende um alerta semelhante ao observado antes da última grande crise.
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Desde 2025, a agência de águas de São Paulo passou a adotar um modelo mais avançado de acompanhamento e gestão integrada dos recursos hídricos. A metodologia estabelece sete faixas de atuação, que variam conforme o nível de reservação, o consumo e as projeções de chuva, permitindo respostas graduais ao longo do ano.
Atualmente, São Paulo está enquadrado na faixa 3, que prevê gestão noturna da demanda por até 10 horas e intensificação das campanhas de uso consciente da água. As faixas mais elevadas incluem períodos mais longos de redução da pressão e, em casos extremos, rodízio de abastecimento entre regiões.
Esse sistema busca dar previsibilidade às decisões e reduzir impactos abruptos, tanto para a população quanto para o setor produtivo, incluindo o agronegócio.
O impacto da estiagem se reflete diretamente nos sistemas de abastecimento. O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), responsável por fornecer água à Região Metropolitana de São Paulo, opera atualmente com apenas 26,42% da capacidade de armazenamento. Dois dos principais reservatórios, Cantareira e Alto Tietê, estão próximos de 20% do volume útil.
O cenário é resultado da maior seca dos últimos anos, agravada por uma onda de calor recorde e pelo aumento expressivo do consumo. Em alguns pontos da região, a demanda por água chegou a crescer até 60% nos últimos dias, mesmo em um período em que parte da população está fora da capital por causa das festas de fim de ano.
Para evitar um colapso, a produção de água foi ampliada em cerca de 9%, passando de 66 para 72 metros cúbicos por segundo. Ainda assim, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) mantém o regime de prevenção e contingência, autorizando redução de pressão na rede entre 19h e 5h.
As perspectivas climáticas reforçam a necessidade de atenção. A Defesa Civil do Estado projeta que o verão 2025/2026 será marcado por temperaturas acima da média e chuvas mal distribuídas em todo o território paulista. A influência do fenômeno La Niña tende a deslocar as precipitações para o norte do Sudeste, reduzindo os volumes em São Paulo.
Embora possam ocorrer episódios pontuais de chuva intensa, como os associados à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), a tendência é de pancadas concentradas em curtos períodos, insuficientes para recuperar rapidamente os níveis dos reservatórios.
O calor acima da média, com possibilidade de ondas de calor e máximas superiores a 35°C, deve aumentar ainda mais a evaporação e o consumo de água, pressionando tanto os sistemas urbanos quanto a produção agrícola.
Para o agronegócio paulista, a crise hídrica expõe limites estruturais e reforça a necessidade de adaptação. Investimentos em irrigação, gestão mais eficiente da água e planejamento de longo prazo passam a ser cada vez mais relevantes diante de um cenário climático mais instável.
Enquanto isso, o curto prazo segue condicionado ao regime de chuvas. Como resume Francisco Matturro, vice-presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e ex-secretário da Agricultura de São Paulo, trata-se de uma situação complexa, com impactos imediatos no campo e na cidade, e cuja solução, neste momento, depende fundamentalmente do comportamento da natureza nos próximos meses.
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