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Apple corta pedidos do iPhone 18 Pro após alta de preços diminuir demanda
Publicado 09/10/2026 • 17:58 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 09/10/2026 • 17:58 | Atualizado há 24 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação / Apple
A Apple começou a reduzir os pedidos de componentes para o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max poucas semanas depois da chegada dos aparelhos às lojas. A decisão ocorre em meio a uma demanda inferior à esperada pelos modelos mais caros da companhia, cujos preços foram elevados para compensar o aumento dos custos de produção, especialmente dos chips de memória.
A fabricante americana adotou uma postura mais cautelosa em relação aos embarques desde o início de setembro. Alguns fornecedores tiveram as encomendas de outubro reduzidas em pelo menos 15%, enquanto uma fonte com cargo executivo relatou cortes entre 15% e 20% nos dois modelos premium. As informações são do Nikkei Asia.
Leia também: Por que a Apple vai deixar os iPhones mais caros?
Os ajustes não atingem necessariamente todos os parceiros da mesma maneira, já que os prazos de fabricação e entrega variam entre os fornecedores. Por enquanto, também não há definição sobre possíveis novas reduções a partir de novembro, o que mantém a cadeia produtiva atenta ao comportamento das vendas nas próximas semanas.
O iPhone 18 Pro chegou ao mercado americano por US$ 1.199 (R$ 5.982), enquanto o Pro Max passou a custar US$ 1.299 (R$ 6.482). Ambos ficaram US$ 100 (R$ 499) mais caros do que as versões anteriores. Apresentados em 9 de setembro, os aparelhos começaram a ser vendidos no dia 18 do mesmo mês.
A reação dos consumidores já aparece nos prazos de entrega. Em relatório divulgado nesta semana, analistas do UBS identificaram uma redução no tempo médio de espera pelo iPhone 18 Pro em mais de 30 mercados. Para o banco, a combinação de entregas mais rápidas e oferta estável aumenta as preocupações com a disposição dos consumidores de pagar pelos novos aparelhos.
Leia também: iPhone 18: veja preços e diferenças entre os modelos
Apesar dos sinais de enfraquecimento da procura, a redução das encomendas não significa necessariamente uma queda imediata no faturamento da Apple. Como os novos modelos ficaram pelo menos 10% mais caros, a empresa pode compensar parte do menor volume com preços superiores. Além disso, sua cadeia de fornecedores tem experiência em ajustar rapidamente os níveis de produção.
Parte da desaceleração pode estar relacionada à nova estratégia de lançamentos da Apple. Diferentemente dos anos anteriores, a companhia decidiu concentrar os lançamentos de setembro em três modelos premium, deixando o iPhone 18 convencional e a próxima geração do iPhone Air para o início de 2027.
Um gerente da cadeia de suprimentos explicou que o volume de pedidos entre agosto e outubro está abaixo do observado em anos anteriores, quando todas as versões do iPhone eram lançadas simultaneamente. O modelo convencional, que tradicionalmente contribui para elevar o volume de vendas, só deverá exigir novos componentes perto do encerramento deste ano.
Leia também: iPhone dobrável? Veja as apostas da Apple até 2027
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Siga o Times | CNBCA mudança torna mais difícil avaliar quanto da redução nas encomendas decorre efetivamente da resistência dos consumidores aos preços mais elevados. Ainda assim, uma fonte diretamente envolvida nas operações classificou os aparelhos como excessivamente caros e demonstrou preocupação com a recepção do próximo lançamento da marca.
O próximo teste comercial será o iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da Apple, que chegará a 70 países e regiões em 23 de outubro. Nos Estados Unidos, o modelo básico, com 256 gigabytes de armazenamento, custará US$ 1.999 (R$ 9.975).
Uma das fontes ouvidas pelo Nikkei Asia avaliou que o dobrável poderá enfrentar dificuldades semelhantes às dos modelos Pro, devido ao preço elevado. Paralelamente, a Apple tem trabalhado com fornecedores para melhorar o rendimento da fabricação do aparelho, cuja tela dobrável exige um processo de produção mais complexo e padrões rigorosos de qualidade.
Leia também: iPhone Duo: veja quando começa a venda e quanto custa
A preocupação com a aceitação do Duo ocorre justamente quando a empresa busca ampliar sua presença no segmento premium. O lançamento do dobrável representa uma nova aposta comercial, mas também expõe a companhia ao desafio de convencer consumidores a pagar valores ainda mais altos por um smartphone.
A pressão sobre a Apple acompanha uma deterioração mais ampla do setor. Segundo projeções da IDC, as remessas mundiais de smartphones deverão cair 16,7% em 2026, a maior retração anual já registrada, em meio à escassez de chips de memória e ao encarecimento de componentes. A consultoria prevê que a contração continuará em 2027.
Mesmo com menos aparelhos comercializados, os preços médios de venda aumentaram 27,6% em relação ao ano passado, segundo a IDC. O movimento reflete a tentativa dos fabricantes de repassar aos consumidores os custos mais elevados de materiais e componentes eletrônicos.
A Apple e a Samsung, no entanto, podem enfrentar condições relativamente mais favoráveis do que fabricantes concentradas em aparelhos baratos. A consultoria Counterpoint estima que as duas empresas ampliarão suas participações individuais no mercado global, passando de menos de 20% em 2025 para mais de 22% em 2026.
Leia também: Escassez de chips e IA pode encarecer smartphones, mas hábito de consumo não deve mudar
No primeiro semestre, a Apple sofreu menos com a escassez de componentes do que fabricantes de aparelhos Android, como Xiaomi, Oppo e Vivo, que precisaram reduzir suas projeções de embarques. Ainda assim, os cortes nas encomendas do iPhone 18 Pro e Pro Max indicam que nem mesmo as marcas mais fortes estão imunes à resistência dos consumidores diante de aumentos expressivos de preços.
A Apple não respondeu ao pedido de comentário encaminhado pelo Nikkei Asia sobre os ajustes nos pedidos e o desempenho comercial dos novos modelos.
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