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Escassez de chips e IA pode encarecer smartphones, mas hábito de consumo não deve mudar

Publicado 19/06/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Escassez global de chips e alta demanda por IA pressionam custos e devem manter preços de smartphones elevados nos próximos anos.
  • Prioridade dos fabricantes a chips de maior margem para servidores gera falta de componentes de memória voltados a celulares.
  • Mercado tende a manter marcas premium estáveis, enquanto cresce a transição para novas tecnologias como edge computing e dispositivos vestíveis.

A escassez de componentes tecnológicos e o foco em inteligência artificial devem manter os preços dos smartphones elevados pelos próximos anos, com impacto inclusive nos dispositivos premium. Segundo Álvaro Luiz Massad Martins, diretor executivo da IT by Insight e professor da FGV, a forte demanda corporativa provocou um desequilíbrio no fornecimento global de componentes para celulares.

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“Os fabricantes de chips optaram por priorizar aqueles de maior margem, como os utilizados em servidores das big techs. Como consequência, ocorre escassez de chips de memória para celulares”, disse em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Apesar da escalada dos custos de produção, ele avalia que as grandes marcas globais não devem registrar uma perda significativa de consumidores.

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Martins explicou que a Apple talvez não perca competitividade, pois o cliente padrão já está habituado a pagar mais, e os preços dos concorrentes também subiram. O que pode ocorrer é uma maior demora na substituição dos dispositivos.

Diante do cenário atual de preços elevados, a indústria de tecnologia busca alternativas disruptivas que alterem a dinâmica do mercado de hardware.

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Ele apontou que se observa um movimento relevante de edge computing e inteligência artificial, com maior capacidade de processamento nos próprios dispositivos para geração de respostas. Isso representa, sem dúvida, uma ruptura em relação ao cenário atual.

“Essa computação e essa inteligência artificial mais poderosa dentro dos equipamentos tende a evoluir para dispositivos vestíveis. Ainda não se sabe se serão lentes, óculos ou anéis, mas essas rupturas estão cada vez mais próximas do cotidiano”, concluiu.

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