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Por que a Apple vai deixar os iPhones mais caros?

Publicado 26/08/2026 • 06:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Aumento no custo de memória e silício pode pressionar o preço dos próximos iPhones.
  • iPhone 18 Pro pode chegar a cerca de US$ 1.199 (cerca de R$ 6.171) se a Apple aplicar alta de US$ 100 (R$ 514).
  • Programa de assinatura da Apple pode facilitar a compra de aparelhos mais caros.
Por que a Apple vai deixar os iPhones mais caros?

Foto: unsplash

Por que a Apple vai deixar os iPhones mais caros?

A Apple pode cobrar mais caro pelos próximos iPhones. O principal motivo seria a alta nos custos de memória, silício e outros componentes usados na fabricação dos aparelhos. A possibilidade foi apontada por Mark Gurman, da Bloomberg, em sua newsletter Power On, que considera provável um reajuste nos preços da próxima geração.

Ainda não existe, porém, uma confirmação oficial da Apple sobre os valores do iPhone 18 Pro. A dúvida, segundo Gurman, está principalmente no tamanho do aumento que a empresa decidirá aplicar, de acordo com o The Times of India.

Leia também: Apple anuncia novos modelos de Mac Mini e Mac Studio com melhorias em IA

Custos maiores pressionam os produtos da Apple

A pressão sobre os preços ocorre em um momento de aumento nos custos de componentes utilizados pela indústria de tecnologia. A escassez de memória e silício também afeta a produção de dispositivos da Apple e pode reduzir as margens da companhia.

Além disso, a empresa já adotou reajustes em outros produtos. Segundo Gurman, Macs e iPads afetados por essas mudanças tiveram alta média de aproximadamente 23% há cerca de dois meses.

Entre os exemplos citados estão o MacBook Air, que ficou US$ 200 (cerca de R$ 1.029) mais caro, e o Mac Studio, cujo preço subiu US$ 500 (R$ 2.573). O iPad Air também teve aumento de US$ 150 (R$ 772).

Nesse cenário, o iPhone entra na mesma equação de custos. No entanto, isso não significa necessariamente que a Apple repassará toda a alta ao consumidor.

Reajuste pode seguir movimento de Samsung e Google

Outro fator considerado pela Apple é o comportamento dos concorrentes. Samsung e Google já aumentaram em cerca de US$ 100 (R$ 514) os preços de seus smartphones mais recentes, segundo o relatório.

A Apple estaria acompanhando esses movimentos antes de definir sua própria estratégia. Caso a companhia adote um reajuste semelhante, o iPhone 18 Pro poderia chegar ao mercado com preço inicial próximo de US$ 1.199 (R$ 6.171).

Esse valor representaria uma alta de aproximadamente 9%. Para Gurman, contudo, um aumento desse tamanho seria relativamente moderado diante da pressão provocada pelo encarecimento da memória.

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Apple pode absorver parte dos custos

A possibilidade de um reajuste menor está relacionada também à estratégia de margens da companhia. A Apple já sinalizou pressão sobre suas margens brutas no trimestre, indicando que os custos adicionais estão afetando os resultados.

Por isso, a empresa pode optar por absorver uma parcela dessas despesas em vez de repassá-las integralmente aos compradores. Essa decisão ajudaria a limitar o impacto sobre a demanda pelos aparelhos.

Ao mesmo tempo, existe espaço para uma alta porque o iPhone permanece no centro do portfólio da Apple e enfrenta concorrentes que também elevaram seus preços. A questão, portanto, é encontrar um ponto de equilíbrio entre custos, margem e disposição dos consumidores para pagar mais.

Leia também: Apple pode lançar iPhone dobrável de US$ 2 mil em setembro; veja o que se sabe

Programa de assinatura pode reduzir impacto

A Apple também estaria trabalhando em um novo programa de assinatura chamado Upgrade. A proposta permitiria que clientes pagassem pelo iPhone em parcelas mensais. Se o serviço avançar, ele poderia facilitar a aquisição de aparelhos mais caros, já que o consumidor teria uma alternativa para distribuir o valor ao longo do tempo.

Por enquanto, entretanto, o preço do iPhone 18 Pro continua sem confirmação oficial. A definição dependerá da evolução dos custos de memória e de outros componentes, das margens que a Apple pretende preservar e da estratégia adotada diante dos concorrentes.

Assim, o possível aumento não decorre de uma única decisão comercial. A pressão dos componentes, especialmente da memória, aparece como um dos principais fatores que podem levar a Apple a reajustar o preço da próxima geração do iPhone.

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