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Balanço da Petrobras: recordes no pré-sal e rentabilidade operacional superam expectativas; dividendos agradam mercado

Publicado 05/03/2026 • 22:19 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Petrobras reverteu o prejuízo anterior com um lucro de R$ 15,56 bilhões no 4º trimestre, impulsionada pela eficiência recorde do pré-sal, que agora domina 80% de toda a produção da companhia.
  • Analistas destacam que a alta inesperada do retorno sobre o capital empregado e o EBITDA acima do esperado sinalizam uma rentabilidade resiliente, mesmo em períodos de cotação do petróleo sob pressão.
  • O anúncio de R$ 8,1 bilhões em dividendos superou o teto das projeções do mercado, consolidando a estatal como um ativo central para investidores focados em geração de renda.
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Foto: Reuters

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A Petrobras reportou, na noite desta quinta-feira (5), um lucro líquido de R$ 15,56 bilhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o prejuízo contábil do período anterior. O desempenho operacional foi impulsionado pelo Ebitda ajustado, que somou R$ 59,9 bilhões, superando as projeções do mercado.

A receita líquida atingiu R$ 127,4 bilhões, uma alta de 5% na comparação anual, sustentada pela resiliência nos preços do petróleo e pelo recorde anual de produção comercial, que alcançou 2,41 milhões de barris de óleo equivalente por dia.

O destaque absoluto do ano foi a camada pré-sal, que já responde por 80% da produção total da estatal. No último trimestre, a entrada em operação da plataforma P-78, no Campo de Búzios, reforçou a estratégia de expansão em ativos de alta rentabilidade.

A companhia destinou R$ 82 bilhões para investimentos em 2025, o maior volume desde 2016, com 81% desse montante focado em Exploração e Produção nas bacias de Santos e Campos.

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Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, a eficiência operacional é o que mantém a companhia competitiva globalmente. “O principal motor desse desempenho continua sendo o pré-sal. A produtividade elevada e os custos relativamente baixos de extração mantêm a Petrobras entre as empresas mais competitivas do setor global de energia. Em termos estruturais, poucos ativos no mundo conseguem combinar volumes de produção relevantes com custos tão eficientes”, afirma.

Rios pontua que, embora o lucro tenha vindo abaixo do esperado por conta da dinâmica de preços do petróleo, a solidez estrutural permanece inabalável. “Na minha avaliação, o balanço reforça que a Petrobras permanece como um dos ativos mais relevantes da bolsa brasileira. O desempenho continuará altamente sensível a três fatores: o comportamento do preço internacional, o cenário geopolítico e as decisões estratégicas relacionadas à política de investimentos”, analisa.

Marco Saravalle, estrategista-chefe da MSX Invest, destaca que o indicador de retorno sobre o capital empregado foi a maior surpresa positiva. “O investidor tem que olhar muito para esse indicador. É uma surpresa positiva que a rentabilidade tenha subido mesmo com o Brent baixo no quarto trimestre. Imagine agora, com o petróleo buscando o patamar de US$ 80, como podemos ter expansão. Isso certamente deve trazer revisões positivas para a rentabilidade da companhia”, ressalta.

Saravalle acredita que a tendência para os próximos meses é de otimismo técnico. “No planejamento estratégico, o Brent esperado para este ano era de US$ 63 e a tendência agora é de um valor muito mais alto. Certamente a companhia conseguiu entregar aumento de produção e o retorno sobre o capital e o EBITDA surpreenderam positivamente. A sinalização é que os próximos três trimestres podem continuar surpreendendo positivamente, com revisões para cima do valuation da Petrobras para esse ano”, destaca.

Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, ressalta a lucratividade do segmento de exploração. “Ela entregou uma boa perspectiva de números na parte de exploração e produção, com margem Ebitda acima de 60%, extremamente lucrativo e bem gerido. A gestão e execução operacional da parte ex-refino é muito boa e sólida. O Ebitda de quase R$ 59 bilhões, com margem altíssima e uma sólida geração de caixa, mostra uma conversão muito positiva e saudável”, pontua.

O analista observa que a disciplina financeira foi mantida mesmo com o aumento dos aportes. “O CAPEX não acelerou de maneira representativa, já era uma sinalização da companhia que, com o barril mais baixo e o câmbio, iria dar uma segurada, então isso foi um ponto positivo. Daqui para frente, a única coisa que eu colocaria de orientação é olhar a parte de refino e combustível, dado que o barril e o dólar subiram em ano eleitoral”, finaliza Queiroz.

Dividendos surpreendem mercado e reforçam atratividade da estatal

A Petrobras confirmou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em proventos, estabelecendo o valor de R$ 0,63 por ação. Com o anúncio, a remuneração total referente ao exercício de 2025 atingiu R$ 41,2 bilhões.

Para Artur Horta, head da The Link Investimentos, esse foi o ponto alto do balanço. “O grande destaque foi a questão dos dividendos, que realmente foi acima do que o mercado estava esperando. O mercado aguardava algo entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão no máximo, e ela reportou mais de US$ 1,5 bilhão”, explica.

Horta reforça que essa política de remuneração é um dos maiores atrativos para investir na estatal. “Para uma companhia que é uma major oil, os investidores costumam olhar muito essa métrica. O que vai pesar para avaliação vai ser isso, portanto, na minha visão, foi bem positivo ela ter reportado esse nível de remuneração aos acionistas”, conclui.

Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, acrescenta que a lucratividade permite manter o papel como opção de renda. “A Petrobras ainda é uma empresa que vale sim investir por conta de dividendos, porque, seja reajustada ou não, ainda é uma empresa bem lucrativa. Os receios de intervenção logo que o Lula foi eleito não se concretizaram. A empresa não saiu investindo simplesmente para aquecer a economia como se temia, ela está priorizando onde já é especialista”, avalia.

Cruz pondera que os dividendos também possuem um papel fiscal importante. “O governo terá que decidir se vai repassar as altas por conta do choque de petróleo, o que ajuda bastante financeiramente o governo federal com os dividendos, que são muito relevantes para a parte fiscal, ou se vai segurar o preço para conter a inflação, o que remunera menos a União e os outros acionistas”, finaliza.

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