CNBC

CNBCPreços do petróleo disparam com a retomada dos ataques entre EUA e Irã

Bancos & Fintechs

Santander: lucro líquido somou R$ 3 bilhões no segundo tri pressionado por provisões; ROAE ficou em 12,5%

Publicado 29/07/2026 • 07:22 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Resultado de PDD do Santander soma R$ 7,6 bilhões no trimestre, avanço de 20,6% sobre os três meses anteriores.
  • Custo de crédito anualizado sobe a 3,81% com reforços de provisão em carteiras de atacado e agronegócio.
  • Lucro líquido gerencial recorrente cai 20,4% no trimestre, para R$ 3 bilhões, com ROAE em 12,5%.
Fachada do Banco Santander.

Santander/Divulgação

Fachada do Banco Santander.

O Santander informou que o resultado de provisões para devedores duvidosos somou R$ 7,654 bilhões no segundo trimestre de 2026, avanço de 20,6% em relação aos três meses anteriores e de 11,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O banco atribuiu o movimento a reforços pontuais em carteiras do atacado e a uma mudança nos critérios de baixa a prejuízo, além de um ambiente de crédito que segue desafiador.

Conforme o Santander afirmou no carta aos investidores, o custo de crédito anualizado em doze meses atingiu 3,81% no período, com deterioração de 0,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Ainda assim, na comparação com o mesmo intervalo de 2025, houve melhora de 0,1 ponto, resultado que o banco associou ao crescimento da carteira e à gestão ativa de riscos.

O avanço das provisões teve impacto direto sobre a rentabilidade. O lucro líquido gerencial recorrente somou R$ 3,014 bilhões no trimestre, queda de 20,4% frente aos três meses anteriores e de 17,6% na comparação anual. O retorno sobre patrimônio recorrente, medido pelo ROAE, recuou para 12,5%, ante 16,0% no primeiro trimestre.

Leia também: Temporada de balanços esquenta com 11 empresas divulgando resultados nesta semana, entre elas Vale, TIM e Santander; veja a lista completa do 2º trimestre

Provisões avançam com ambiente de crédito desafiador

Segundo o banco, as despesas de provisão de crédito cresceram 21,0% no trimestre, pressionadas pelo cenário macroeconômico, com taxas de juros elevadas e endividamento das famílias em patamar alto. O impacto, de acordo com o Santander, concentrou-se no segmento massivo de pessoa física e em casos específicos do atacado.

🔍 PDD (Provisão para Devedores Duvidosos): valor que os bancos reservam para cobrir prejuízos com empréstimos que podem não ser pagos pelos clientes.

Já as receitas de recuperação de créditos baixados a prejuízo somaram R$ 607 milhões no trimestre, alta de 25,7% em três meses, mas queda de 32,3% na comparação anual. O banco informou ter adotado critérios mais restritivos nas recuperações, exigindo pagamento de entrada em todos os acordos firmados.

Custo de crédito sobe no trimestre

De acordo com o Santander, o custo de crédito de doze meses anualizado fechou o trimestre em 3,81%, ante 3,73% no período anterior. A instituição afirmou que a deterioração trimestral decorreu de pressões em carteiras específicas, entre elas empresas, agronegócio e o segmento massivo de pessoa física.

O NPL Formation, indicador que mede a formação de novos créditos em atraso, somou R$ 7,022 bilhões no trimestre, recuo de 2,3% em três meses, mas alta de 3,8% no ano. A relação entre o indicador e a carteira total ficou em 1,00%, estável nas duas comparações.

🔍 NPL Formation: indicador que mostra o ritmo de entrada de novos clientes em situação de inadimplência dentro da carteira de crédito de um banco.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O write-off, valor de créditos considerados irrecuperáveis e retirados do balanço, alcançou R$ 7,009 bilhões no trimestre, salto de 27,3% em três meses. Segundo o Santander, o aumento reflete a implementação de uma revisão nos critérios de baixa a prejuízo realizada ao longo de 2025, que tornou o processo mais aderente à recuperabilidade esperada das operações.

Lucro recua com pressão das provisões

Com o avanço das despesas de provisão, o resultado operacional do banco caiu 45,2% no trimestre, para R$ 2,525 bilhões. O lucro líquido gerencial recorrente, por sua vez, somou R$ 3,014 bilhões, redução de 20,4% frente ao primeiro trimestre de 2026 e de 17,6% ante o mesmo período de 2025.

O índice de eficiência, que mede a relação entre despesas e receitas, avançou para 39,3%, alta de 1,5 ponto percentual no trimestre. O Santander atribuiu a piora do indicador à base de receitas mais pressionada no período, e não a um aumento de custos, já que as despesas gerais recuaram 0,8% em três meses.

Inadimplência avança em carteiras específicas

O índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 3,3%, estável frente aos três meses anteriores, mas com alta de 0,7 ponto percentual na comparação anual. Segundo o banco, o resultado também sofreu influência do maior volume de baixas a prejuízo associado à implementação dos novos critérios de recuperabilidade.

Na pessoa física, o indicador avançou 0,2 ponto no trimestre e 1,1 ponto no ano, com pressão concentrada nos segmentos de baixa renda e agronegócio. Já entre pequenas e médias empresas, houve recuo de 0,7 ponto no trimestre, para 5,3%, influenciado em parte pelo maior volume de baixas a prejuízo.

Carteira renegociada perde cobertura

O portfólio de créditos renegociados totalizava R$ 47,8 bilhões ao final de junho, queda de 4,6% no trimestre, mas elevação de 6,7% no ano. A cobertura dessa carteira, ou seja, o volume de provisão constituído em relação ao total renegociado, recuou para 43,3%, ante 44,6% no trimestre anterior.

🔍 Cobertura de carteira: proporção do valor provisionado por um banco em relação ao total de créditos em atraso ou renegociados, usada como indicador de proteção contra perdas.

Apesar da pressão sobre provisões e rentabilidade, o Santander informou que a carteira de crédito ampliada avançou 5,8% no ano, para R$ 714,769 bilhões, com destaque para financiamento ao consumo, pequenas e médias empresas e grandes empresas. As captações de clientes somaram R$ 688,514 bilhões, alta de 6,9% na comparação anual.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Bancos & Fintechs