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Celcoin compra Vert e prevê investir R$ 500 milhões em expansão
Publicado 01/09/2026 • 10:42 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 01/09/2026 • 10:42 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Celcoin anunciou a compra da Vert Capital, empresa de securitização, gestão e administração de fundos, para ampliar sua atuação no mercado de capitais e no crédito estruturado. O valor da aquisição não foi divulgado.
Como parte da estratégia de expansão, a fintech prevê investir R$ 500 milhões nos próximos três anos, dos quais R$ 200 milhões serão destinados ao desenvolvimento de tecnologia. Com a incorporação da Vert, a expectativa é alcançar R$ 800 milhões de receita recorrente anualizada ao fim de 2026.
A Celcoin fornece infraestrutura para que outras empresas ofereçam serviços financeiros, modelo conhecido como banking as a service (BaaS). A aquisição permitirá combinar essa tecnologia com a estruturação de operações de crédito e a captação de recursos no mercado de capitais.
Na área de crédito, a Celcoin já atende centenas de clientes que originam mais de R$ 1 bilhão por mês. Com a Vert, passa a oferecer também serviços de securitização, administração fiduciária e gestão de fundos estruturados.
Fundada há dez anos, a Vert já emitiu mais de R$ 142 bilhões em operações e administra aproximadamente R$ 97 bilhões em ativos. Sua atuação inclui fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), do agronegócio e imobiliários, além de debêntures e certificados de recebíveis.
Leia também: FIDC: entenda o que é e como investir nesse tipo de fundo
A transação é a oitava e a maior aquisição da Celcoin, segundo o fundador e CEO, Marcelo França. Os serviços continuarão disponíveis de forma independente, permitindo que cada cliente escolha quais soluções contratar.
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Siga o Times | CNBC“Como parte da Celcoin, ganharemos capacidade de investimento para acelerar tecnologia, inovação, segurança e crescimento”, afirma Fernanda Mello, CEO da Vert.
A aquisição da securitizadora e da gestora da Vert já foi concluída. A compra da distribuidora de títulos e valores mobiliários (DTVM), porém, permanece condicionada à aprovação do Banco Central. Essa frente, que começou a operar em 2024, reúne mais de R$ 16 bilhões sob administração em FIDCs.
A Celcoin já havia obtido uma licença de sociedade de crédito direto (SCD) em fevereiro, com a aprovação da compra da Via Capital. A inclusão da DTVM integra o plano de ampliar os serviços oferecidos aos clientes.
Em 2024, a fintech recebeu um aporte de R$ 650 milhões em uma rodada liderada pela Summit Partners. De acordo com França, boa parte desses recursos permanece em caixa e a empresa segue avaliando aquisições para incorporar produtos e ampliar a participação de mercado. As informações são do Valor Econômico.
O foco da companhia permanece no Brasil. Embora mantenha um escritório no Chile desde 2023, a Celcoin não prevê novas expansões internacionais neste momento. Uma abertura de capital é considerada um caminho possível, mas está fora dos planos de curto prazo.
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