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CEO do grupo NTSec diz que crescente demanda por cibersegurança acelera expansão do setor com Fusões e Aquisições
Publicado 13/07/2026 • 17:08 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 13/07/2026 • 17:08 | Atualizado há 4 meses
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O crescimento acelerado do mercado de cibersegurança tem impulsionado um movimento de consolidação entre empresas do setor, à medida que grandes grupos buscam ampliar presença em um segmento considerado um dos mais promissores da economia digital. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Bruno Nobrega, CEO do grupo NTSec, afirma que o interesse crescente pela área tem levado companhias a recorrerem a fusões e aquisições como forma de acelerar sua entrada e expansão no mercado.
“Uma forma mais rápida de entrar no mercado é através das consolidações. Muitas empresas têm buscado os chamados M&As, adquirindo empresas para que elas possam expandir o seu espaço dentro do mercado de cibersegurança”, afirma.
Na avaliação do executivo, o avanço constante da digitalização também amplia a necessidade de investimentos em proteção cibernética. Com um número cada vez maior de dispositivos conectados à internet, os desafios relacionados à segurança acompanham essa evolução tecnológica e exigem atenção crescente das organizações.
“A cada dia que passa estamos mais conectados. Começou com a telefonia, hoje a gente tem relógio, praticamente todos os nossos dispositivos se conectam à rede mundial de computadores. E com isso os desafios de segurança passam a ser ainda maiores. Então os investimentos são cada dia mais necessários”, explica.
Figurando entre os maiores integradores de tecnologia e segurança da informação do Brasil, o grupo NTSec passou a operar como uma Sociedade Anônima de capital fechado. A nova estrutura reúne, sob uma holding, as quatro empresas da organização: NTSec, InfoSec, ZivaSec e CloudSec. A companhia ainda prepara para uma expansão internacional, com foco inicial na América Latina e na Europa.
Sobre como as empresas brasileiras enxergam o setor, Bruno Nobrega explica que embora o país seja reconhecido pela rápida adoção de novas tecnologias, especialmente no setor financeiro, a preocupação com a cibersegurança ainda não evoluiu no mesmo ritmo.
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Siga o Times | CNBC“Nós, brasileiros, somos muito bons em consumir tecnologia, mas a gente ainda tem uma maturidade aquém da utilização que a gente faz do meio digital. A gente ainda precisa ganhar maturidade para que nossos dirigentes entendam que o investimento em cibersegurança tem que ser uma prioridade”, afirma.
O executivo destaca que o cenário de ameaças também mudou. Se antes os ataques estavam fortemente associados ao roubo de recursos financeiros, hoje os criminosos digitais têm como principal objetivo o acesso prolongado às redes corporativas para extrair dados estratégicos e informações sensíveis, reduzindo ao máximo os sinais de invasão.
Segundo ele, a crescente importância dos dados amplia o impacto dos ataques sobre empresas e governos, tornando a proteção das informações um elemento estratégico para a competitividade dos negócios e até para questões de soberania.
“A ideia, hoje, dos atacantes é fazer o menos de barulho possível para que eles possa, permanecer o maior tempo possível dentro das redes corporativas, extraindo o máximo de dados que eles podem. Normalmente é onde a gente vê muitos negócios sofrerem, porque isso acaba denegrindo um pouco da imagem ou até mesmo levando alguns negócios à falência”, explica
Para o grupo NTSec, esse cenário também amplia as oportunidades para empresas especializadas em integração e segurança digital. O foco, segundo Bruno Nobrega, é compreender as necessidades dos clientes para proteger os serviços e tecnologias cada vez mais expostos à internet, acompanhando a transformação digital das organizações.
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