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Casas Bahia corre risco de perder energia que abastece 25% da operação

Publicado 03/09/2026 • 09:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Em meio ao processo de reestruturação financeira, o Grupo Casas Bahia tenta aumentar a proteção contra fornecedores.
  • Recuperação judicial da varejista brasileira mantém as operações do grupo.
  • Casas Bahia teme que serviços essenciais sejam cortados ou interrompidos durante as operações.
Casas Bahia

Foto: Divulgação

O Grupo Casas Bahia aprovou uma linha rotativa de crédito de até R$ 250 milhões com o Banco do Brasil, em meio ao processo de recuperação judicial da companhia.

O Grupo Casas Bahia voltou à Justiça para tentar ampliar a proteção de contratos considerados essenciais ao funcionamento da empresa. A varejista afirma que passou a receber ameaças de fornecedores que cogitam suspender serviços durante a recuperação judicial.

Entre os acordos citados pela companhia está um contrato diretamente ligado ao fornecimento de energia para parte relevante de sua estrutura.

Leia também: Casas Bahia: credores sem garantia podem esperar anos para receber valores

Contrato de energia

Um dos contratos que ficaram fora da proteção inicial responde pelo abastecimento energético de aproximadamente 25% do complexo do Grupo Casas Bahia.

A empresa afirma que deixou esse acordo de fora da primeira relação devido a um erro durante a preparação dos documentos enviados à Justiça. Agora, a varejista quer incluir esse contrato e outros ligados à energia, infraestrutura, gás, telecomunicações e assistência à saúde.

Multas de até R$ 100 mil

Diante do cenário de pressão por parte dos fornecedores, a Casas Bahia pediu que a Justiça aplique R$ 50 mil por cada nova ameaça de suspensão ou interrupção.

Caso um fornecedor, que esteja dentro do pacote de proteção, descumpra a ordem, a empresa quer uma multa de R$ 100 mil, além de outras medidas que a Justiça possa determinar.

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Segundo o grupo, a ampliação da proteção precisa acontecer com urgência para evitar impactos sobre suas atividades. Na visão da varejista brasileira, a manutenção das atividades é crucial para o processo de reestruturação.

Ameaça de fornecedores

Na nova petição, apresentada na última terça-feira (01), o grupo afirma que recebeu ameaças de suspensão e interrupção de serviços nos últimos dias. Parte delas teria vindo de fornecedores que não entraram no primeiro pedido de proteção. 

Em outros casos, a empresa já havia citado o fornecedor, mas não incluiu todos os contratos mantidos com ele. A Casas Bahia também relata que algumas companhias presentes na decisão anterior ainda ameaçam interromper os serviços.

Leia também: Casas Bahia em recuperação judicial: veja quem pode receber primeiro

Serviços essenciais

A Justiça já havia impedido a interrupção de alguns serviços que a companhia considera indispensáveis. Entre eles estão energia elétrica, água, tecnologia, segurança e aluguel de imóveis.

Com o novo pedido, a Casas Bahia tenta aumentar o alcance dessa proteção para contratos que ficaram de fora da primeira lista. Em caso de interrupção de algum dos serviços citados, a operação do grupo pode ser comprometida.

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