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Ciência brasileira lidera inovação mundial em regeneração de lesões medulares
Publicado 19/02/2026 • 23:37 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 19/02/2026 • 23:37 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Um marco histórico para a medicina nacional coloca o Brasil no centro do debate sobre a regeneração medular. Uma tecnologia desenvolvida na UFRJ acendeu novas esperanças para vítimas de traumas severos na coluna após a divulgação do caso de Bruno Drummond de Freitas.
O jovem, que ficou tetraplégico após um acidente de carro em 2018, tornou-se o primeiro ser humano no mundo a receber a aplicação de polilaminina em uma lesão medular aguda, menos de 24 horas após o trauma.
O encontro de Bruno com a ex-ginasta Laís Souza, que vive com tetraplegia há 12 anos, gerou forte comoção nas redes sociais e deu visibilidade ao tratamento.
A substância é fruto de quase três décadas de dedicação da pesquisadora Tatiana Sampaio. Diferente de tratamentos convencionais que focam apenas na estabilização da coluna, a polilaminina atua diretamente na biologia da lesão.
A expectativa científica é que, ao ser aplicada precocemente, a substância funcione como um “andaime” biológico, estimulando a formação de novas conexões nervosas e impedindo a morte celular que ocorre logo após o impacto.
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Para Bruno, o resultado foi transformador. Após o procedimento cirúrgico pioneiro e anos de reabilitação diária, ele define seu estado atual como o ápice de sua evolução, mantendo apenas algumas sequelas funcionais.
O caso valida a hipótese de que a intervenção nas primeiras horas do trauma é crucial para o sucesso da recuperação de movimentos e da sensibilidade, algo anteriormente considerado impossível para diagnósticos de tetraplegia completa.
Apesar do sucesso técnico, a trajetória da polilaminina também revela as cicatrizes da falta de investimento em pesquisa no Brasil. Devido a cortes profundos no orçamento das universidades entre 2015 e 2016, o país perdeu a patente internacional da substância.
A propriedade intelectual brasileira só não foi totalmente perdida porque a própria Dra. Tatiana Sampaio arcou com os custos da patente nacional temporariamente, utilizando recursos próprios para garantir que a tecnologia permanecesse ligada à ciência brasileira.
Esse cenário ilustra como decisões orçamentárias podem gerar impactos estruturais e duradouros, dificultando que inovações nascidas em laboratórios públicos se transformem em riqueza nacional ou tratamentos acessíveis.
Atualmente, com a autorização da Anvisa para o estudo clínico, o Brasil tenta recuperar o tempo perdido e consolidar sua posição como referência global em biotecnologia voltada para o sistema nervoso central.
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