Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Hims & Hers recua em pílula de emagrecimento após pressão de reguladores
Publicado 19/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas
Clima tenso: CEOs de OpenAI e Anthropic evitam dar as mãos em cúpula de IA na Índia
Apple é processada nos EUA por suposta falha em impedir material ilegal no iCloud e iOS
Acordo da Meta reforça protagonismo da Nvidia na corrida por IA
Geração IA: Jovens ignoram ameaça tecnológica e seguem otimistas com o mercado
Anthropic descarta anúncios em IA e reforça foco no mercado corporativo
Publicado 19/02/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Carlo Allegri/Reuters
A Bolsa de Valores de Nova Iorque com uma faixa da Hims & Hers Health, Inc é fotografada enquanto uma pessoa passa correndo no bairro de Manhattan, na cidade de Nova Iorque, Nova Iorque, EUA, em 21 de janeiro de 2021.
A empresa de telemedicina Hims & Hers Health enfrenta um novo desafio estratégico após recuar do lançamento de uma pílula para perda de peso que gerou reação imediata da indústria farmacêutica e de reguladores nos Estados Unidos.
A companhia, que buscava novos motores de crescimento à medida que seus serviços tradicionais de saúde sexual amadurecem, anunciou uma versão oral composta de semaglutida por apenas US$ 49. O produto seria uma alternativa mais acessível ao medicamento Wegovy, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
A iniciativa provocou uma rápida resposta da autoridade sanitária americana. O comissário da FDA, Marty Makary, classificou produtos semelhantes como “cópias ilegais”, levantando dúvidas sobre a legalidade da oferta.
Pouco depois, a Novo Nordisk entrou com um processo contra a Hims, acusando a empresa de violação de patentes relacionadas aos seus tratamentos injetáveis para obesidade.
Diante da pressão, a Hims recuou da oferta apenas dois dias após o anúncio.
Leia também: McDonald’s muda cardápio por causa do Ozempic e nova geração de consumidores
A tentativa fazia parte da estratégia da empresa de entrar no lucrativo mercado de medicamentos para obesidade, que pode alcançar US$ 100 bilhões anuais até 2030, segundo estimativas do setor.
A aposta em uma versão em comprimido buscava atingir pacientes que preferem pílulas a injeções, ampliando o público potencial.
Executivos da Novo Nordisk estimam que um terço ou mais das vendas futuras desses medicamentos poderá vir de versões orais, com novos produtos previstos já para 2026.
Leia também: Anvisa aprova novas indicações de Ozempic e Wegovy; veja quais
Nos últimos anos, a Hims acelerou seu crescimento ao entrar no segmento de tratamentos para perda de peso, especialmente com versões injetáveis.
No entanto, analistas esperam uma desaceleração, com expansão próxima de 17% nos próximos anos.
Segundo especialistas, novas ofertas como terapia de testosterona e testes de câncer são complementares, mas não suficientes para sustentar o crescimento no longo prazo.
Leia também: Fabricante do Ozempic lança comprimido para emagrecer por US$ 149
A Hims tem buscado se posicionar como uma plataforma de saúde acessível e digital, investindo inclusive em campanhas de grande visibilidade, como anúncios no Super Bowl.
A empresa também aumentou sua presença política, com doações de US$ 1 milhão para a posse do presidente Donald Trump, em linha com grandes farmacêuticas.
Leia também: Ozempic perde patente e inicia corrida de canetas genéricas no Brasil
O episódio destaca os riscos do modelo de medicamentos manipulados (compounded drugs), que ganharam espaço durante a escassez global de remédios GLP-1.
Com a normalização da oferta, autoridades passaram a restringir essas versões alternativas, especialmente quando se aproximam demais dos produtos patenteados.
Analistas avaliam que a Hims pode ter ultrapassado limites regulatórios, o que compromete sua estratégia de expansão.
A reação negativa já afetou o valor da empresa. As ações da Hims estão mais de 45% abaixo dos níveis registrados no ano passado.
Sem a nova linha de produtos, o mercado questiona quais serão os próximos vetores de crescimento da companhia.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Banco Master: BC já liquidou oito instituições ligadas ao grupo; entenda o caso
2
Greve geral na Argentina cancela mais de 200 voos no mundo e atinge Guarulhos
3
A queda do ex-príncipe Andrew: cronologia do escândalo até a prisão
4
Liquidações ligadas ao Banco Master podem afetar mais de 1.400 empregos
5
Guerra com o Irã? Escalada militar dos EUA acende alerta global e pressiona mercados