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Japão aprova terapias com células-tronco e impulsiona corrida bilionária na saúde
Publicado 14/04/2026 • 14:49 | Atualizado há 6 meses
Publicado 14/04/2026 • 14:49 | Atualizado há 6 meses
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O Japão aprovou as primeiras terapias com células-tronco reprogramadas da história para o tratamento de Parkinson e insuficiência cardíaca
O Japão aprovou as primeiras terapias com células-tronco reprogramadas da história para o tratamento de Parkinson e insuficiência cardíaca, abrindo caminho para um mercado que pode movimentar ao menos US$ 6 bilhões na próxima década. Grandes empresas como Bayer, Vertex e Fujifilm, além de dezenas de startups, já disputam espaço em uma corrida tecnológica que pode transformar a indústria da saúde.
Em entrevista ao programa Real Time, o neurocientista Álvaro Machado Dias, a base dessas terapias está na capacidade de reprogramar células adultas para um estado embrionário. “Portanto, eu crio uma célula que vira coringa e eu insiro ela em lugares específicos do corpo”, explicou. No caso do Parkinson, as células são implantadas no cérebro para substituir neurônios danificados, enquanto, em doenças cardíacas, “folhas de células tronco são colocadas em torno do coração”, ajudando a regenerar tecidos e melhorar a circulação.
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O avanço é considerado um marco, mas também levanta desafios. Um dos principais entraves das terapias atuais é a necessidade de imunossupressão para evitar rejeição do organismo. Nesse contexto, novas abordagens buscam contornar o problema. “A Sana Biotechnology desenvolveu um tratamento baseado em células tronco que elimina a própria necessidade da imunossupressão”, destacou o especialista. “Ou seja, nesse caso, efetivamente é inseriu aquelas células e se der certo, tchau, tchau.”
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Siga o Times | CNBCPara além dos impactos médicos, a inovação pode redefinir o mercado farmacêutico, tradicionalmente baseado em tratamentos contínuos. Apesar da possível substituição de medicamentos recorrentes, o especialista avalia que não haverá encolhimento do setor. “Essa mudança de paradigma não significa encolhimento da indústria, significa uma transição para novos vencedores no mercado”, afirmou. Segundo ele, os tratamentos tendem a ser inicialmente caros — podendo chegar a milhões de dólares —, mas com potencial de popularização ao longo do tempo.
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Nos próximos anos, terapias para Parkinson, doenças cardíacas e diabetes tipo 1 devem avançar mais rapidamente, enquanto outras aplicações, como câncer, lúpus e Alzheimer, ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento. No Brasil, apesar da presença de pesquisadores qualificados, a falta de infraestrutura pode limitar a participação no setor. “O Brasil não tem esse parque tecnológico, tem grandes cientistas, grandes experimentos, grandes universidades”, disse. Sem investimentos estratégicos, a tendência é que o país dependa da importação dessas tecnologias.
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