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Saúde, IA e sustentabilidade marcam 2º dia de evento que sela volta da Harvard Business Review ao Brasil
Publicado 14/04/2026 • 21:16 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/04/2026 • 21:16 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O segundo dia do Healthcare Management 2026 reuniu nesta terça-feira (14), em São Paulo, debates sobre sustentabilidade do sistema de saúde, inteligência artificial aplicada e novos modelos de liderança. O encontro, que marca a volta da Harvard Business Review ao Brasil, foi apresentado pelos organizadores como um fórum voltado a liderança, estratégia e inovação na saúde.
A programação desta terça foi realizada no Theatro Municipal de São Paulo e reuniu representantes de hospitais, operadoras, indústria farmacêutica, healthtechs e organizações públicas e privadas.
Head de Marketplace Health do Mercado Livre, Alexandre Reis, afirmou que a digitalização da saúde ainda tem espaço para avançar no país. “Quando a gente olha a penetração do e-commerce no Brasil, a gente enxerga na casa 17%… Quando a gente olha pra categoria de saúde, os nossos dados falam que é de 11 a 12%, ou seja, ainda tem um caminho muito grande pra gente digitalizar essa categoria”, disse.
Leia também: Retorno da Harvard Business Review ao Brasil impulsiona debate sobre saúde
Segundo ele, o Mercado Livre já opera com uma vertical dedicada à saúde, reunindo categorias que vão de vitaminas e suplementos a insumos e aparelhos ortopédicos, com a aposta de ampliar oferta e conveniência ao consumidor.
A Head de Inovação do InovaHC, Luciana L. Mattar, destacou que a inteligência artificial pode ser usada tanto para melhorar a gestão quanto para apoiar o cuidado ao paciente. “A gente pode falar dentro da própria gestão para ajudar no serviço ser mais eficiente, conseguir pensar nos gargalos, nos indicadores, apontar falhas de sistema… Mas a gente também pode pensar em algo mais humano, que é no cuidado”, afirmou.
Luciana também afirmou que a tecnologia não substitui o profissional de saúde, mas tende a aumentar a eficiência das equipes. “Hoje a gente pode ter uma inteligência artificial que vai olhar aquela imagem pixel por pixel e conseguir encontrar até de forma mais rápida o que tem naquela imagem e assistir o médico”, disse.
Outro ponto em discussão no evento foi o desafio de ampliar o acesso à saúde em regiões afastadas. Igor Leo Rocha, cofundador da AfroSaúde, afirmou que a proposta da plataforma é conectar profissionais a populações que enfrentam mais dificuldade para encontrar atendimento especializado. “Se a gente consegue, por exemplo, chegar ao interior dos estados, a gente consegue levar esse grupo de profissionais que hoje tem mais de 2.000 profissionais na nossa plataforma para essa população”, disse.
Segundo ele, a discussão também passa pela saúde mental nas empresas e pelo desenho de programas que ajudem a identificar riscos no ambiente de trabalho e melhorar a produtividade e a longevidade dos colaboradores.
Leia também: Academia e negócios discutem futuro da saúde; evento marca retorno ao Brasil da Harvard Business Review
Editora de Saúde da MIT Technology Review Brasil, Manoela Albuquerque afirmou que o encerramento do evento reforçou a proposta de aproximar diferentes tomadores de decisão em torno de ações concretas para o setor. “A ideia que a gente trouxe no evento foi do Brasil pro mundo e do mundo pro Brasil”, disse.
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Seguir no GoogleSegundo ela, a volta da Harvard Business Review ao país simboliza uma tentativa de projetar o debate sobre o futuro da saúde em um momento de transformação acelerada. “O retorno da HBR ao Brasil marca esse novo momento de como a gente faz para pensar para a frente, pensar no futuro da saúde, considerando esse momento de avanço tecnológico, de transformação, cada vez mais rápida”, afirmou.
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