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Academia e negócios discutem futuro da saúde; evento marca retorno ao Brasil da Harvard Business Review

Publicado 13/04/2026 • 23:21 | Atualizado há 5 horas

KEY POINTS

  • Retomada da Harvard Business Review recoloca no país debates sobre liderança, inovação e gestão em saúde.
  • Evento discute inteligência artificial, tecnologia e uso de dados na transformação do setor.
  • Especialistas defendem mais qualificação profissional e soluções adaptadas às diferenças regionais do Brasil.

Lideranças nacionais e internacionais da área da saúde estão reunidas em São Paulo nesta segunda (13) e terça-feira (14) para discutir a gestão e o futuro do setor no Healthcare Management 2026. O encontro também marca a volta da Harvard Business Review ao Brasil, após seis anos, em uma iniciativa de conexão entre academia e negócios.

O evento tem como foco temas como inovação, gestão, inteligência artificial e aplicação de tecnologia no sistema de saúde. A programação foi dividida entre a Praça das Artes, no primeiro dia, e o Theatro Municipal de São Paulo, no encerramento.

Entre os presentes está Bill de Blasio, ex-prefeito de Nova York, um dos nomes internacionais da programação do encontro. Ele participa de debates sobre liderança, gestão e formulação de políticas públicas, em linha com a proposta do encontro de discutir os rumos da saúde. Além dele, também participa Roberta Arinelli, diretora médica e conference chair do HBR Summit Brasil, uma das responsáveis pela condução de discussões sobre “Tech for Good” e liderança resiliente no setor.

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Em entrevista ao Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC Pedro Batista, o Dr. Inovação, Roberta detalhou os quatro pilares que orientam a curadoria do evento. “Pensando num cenário contemporâneo, a gente criou quatro pilares. O primeiro é a transformação estratégica”, afirmou.

Segundo ela, o encontro também discute dados e tecnologia, incluindo desafios como interoperabilidade e cibersegurança, além do futuro do trabalho e da gestão de equipes. “A gente fala também do futuro do trabalho, como gerenciar lideranças e equipes e força de trabalho num ambiente altamente desafiador”, disse.

Roberta afirmou ainda que o paciente precisa estar no centro das discussões sobre inovação em saúde. “A gente precisa pensar no centro do problema, que é o paciente”, afirmou.

CEO do Grupo Infobase, Bruno Martins afirmou que a volta da Harvard Business Review ao Brasil representa um novo passo na proposta de unir conteúdo, liderança e inovação. “Harvard entra somando nisso tudo. Harvard é uma excelência global em termos de liderança e gestão, e o setor de saúde e biotecnologia tem muito a receber de valor em troca dessa união”, disse.

Segundo ele, o retorno da publicação ao país ocorre em um momento de transformação acelerada nas empresas e nas organizações de saúde, impulsionada pelo avanço tecnológico e pela necessidade de qualificação da gestão.

Ana Brandão, pesquisadora associada do Brigham and Women’s Hospital e da Harvard Medical School, destacou a importância de discutir como o conhecimento pode ser aplicado de forma mais eficiente à realidade brasileira. “O evento está trazendo novas perspectivas, principalmente quando a gente fala da área da saúde”, afirmou.

Ela também ressaltou que políticas públicas e soluções para o setor precisam considerar as diferenças regionais do país. “A política que você aplica em São Paulo tem que ser diferente da política que você vai aplicar no Piauí, por exemplo, porque a população que você está levando essa política é diferente”, disse.

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Rafael Coimbra, editor-chefe da MIT Technology Review Brasil, afirmou que a tecnologia já vem transformando processos em hospitais e sistemas públicos, mas disse que o avanço depende da capacitação dos profissionais. “A tecnologia está auxiliando esses profissionais. Isso faz com que a gente tenha que correr com a capacitação”, afirmou.

Segundo Coimbra, ferramentas como inteligência artificial e análise de dados podem ganhar escala no setor, desde que acompanhadas de qualificação e de maior confiabilidade nos sistemas. “Hoje existem muitos profissionais de saúde no Brasil, mas é importante que a gente aprimore a qualificação”, disse.

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