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Três vírus podem virar a próxima grande crise sanitária em 2026
Publicado 19/01/2026 • 07:40 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 19/01/2026 • 07:40 | Atualizado há 2 horas
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Um novo ano pode significar novas ameaças virais e 2026 começa com a comunidade científica em estado de atenção. A combinação de mudanças climáticas, crescimento populacional, mobilidade global e evolução acelerada dos vírus cria um ambiente propício para surtos em locais inesperados e em escala global.
Especialistas em doenças infecciosas monitoram de perto três vírus que podem redefinir o cenário de risco no próximo ano: Influenza A (H5N1), Mpox e Oropouche.
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A influenza A continua sendo considerada a principal ameaça pandêmica. O subtipo H5N1, da gripe aviária, já saltou de aves para mamíferos — incluindo gado leiteiro nos Estados Unidos, aumentando o temor de que o vírus possa se adaptar à transmissão entre humanos.
Em 2009, o H1N1 matou mais de 280 mil pessoas no primeiro ano de pandemia. Agora, cientistas buscam sinais de que o H5N1 esteja próximo de dar o mesmo salto evolutivo. As vacinas atuais não oferecem proteção adequada contra esse subtipo, e novas formulações estão em desenvolvimento.
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O Mpox, antes restrito à África, tornou-se um vírus global após o surto de 2022, que atingiu mais de 100 países. Apesar da queda no número de casos, o vírus se estabeleceu de forma permanente fora do continente africano.
Há preocupação com o aumento do clado I, mais grave, e com novos casos nos Estados Unidos sem histórico de viagem, o que indica transmissão local. Existe vacina, mas não há tratamento específico, o que mantém o risco elevado.
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Transmitido por mosquitos e maruins, o vírus Oropouche deixou de ser um problema restrito à Amazônia e já aparece na América Central, Caribe e em viajantes que retornam aos Estados Unidos.
Com sintomas semelhantes aos da dengue – febre, dor de cabeça e dores musculares, o vírus não tem vacina nem tratamento e pode se expandir com o avanço das mudanças climáticas, já que o inseto transmissor está presente em grande parte das Américas.
Além desses três vírus, os cientistas acompanham:
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Para os pesquisadores, o mundo vive uma tempestade perfeita:
“O risco não é se uma nova ameaça vai surgir, mas quando e onde”, resume um pesquisador da área.
A vigilância epidemiológica, o desenvolvimento de novas vacinas e a cooperação internacional passam a ser ativos estratégicos – não apenas de saúde, mas também econômicos e geopolíticos.
Em um mundo cada vez mais interconectado, prevenir a próxima pandemia é parte da segurança global.
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