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Consultor vê sinais de alerta na Cimed e diz que conta não fecha: ‘Onde tem fumaça, tem fogo’
Publicado 03/04/2026 • 09:37 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/04/2026 • 09:37 | Atualizado há 1 hora
Vender mais e lucrar menos já seria suficiente para chamar atenção em qualquer companhia. No caso da Cimed, porém, o sinal amarelo ficou mais forte porque a queda no lucro veio acompanhada de dividendos acima do resultado, rebaixamento de rating e pressão sobre a estrutura financeira.
Em entrevista Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o consultor de investimentos da API Capital, Leandro Benincá, afirmou que os números da farmacêutica exigem uma leitura cautelosa.
“A Cimed vendeu mais, lucrou menos e tem um ponto aí de uma fumaça, e onde tem fumaça a gente procura por fogo”, afirmou. “Distribuiu mais do que lucrou. Essa conta não fecha.”
Em 2025, a receita líquida da farmacêutica avançou 12,5%, para mais de R$ 3 bilhões, mas o lucro caiu cerca de 30%, para menos de R$ 200 milhões. Mesmo assim, a empresa distribuiu R$ 427 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio, mais do que o dobro do lucro do período.
Para Benincá, o problema não está em um indicador isolado, mas no acúmulo de sinais negativos aparecendo ao mesmo tempo.
“Ela vende muito, mas está caindo o lucro”, disse. “Está dando menos lucro com mais receita, mais dinheiro entrando.”
Na leitura do consultor, a piora da rentabilidade fica ainda mais evidente quando se observa a margem operacional da companhia.
“A margem deles, a margem EBITDA que era 21%, caiu para 16%”, afirmou. “Poxa, então eles tiveram mais faturamento, mas o resultado não foi tão bom assim.”
O mercado também passou a olhar com mais cautela para a empresa depois do corte de nota pela Fitch, que rebaixou o rating da Cimed e negou recurso apresentado pela companhia.
“Tem uma agência de crédito, por exemplo, a Fitch, que foi lá e cortou a nota deles”, disse. “A empresa recorreu a esse rebaixamento de nota e a Fitch negou.”
Na visão de Benincá, o rebaixamento, sozinho, não seria decisivo. O que pesa é o conjunto.
“Não é o fim do mundo você ter uma nota baixando de AA+ para AA”, afirmou. “Mas a estratégia da Cimed parece estranha. Parece que eles estão pagando para ver.”
Outro ponto levantado pelo consultor foi a forma como a companhia sustenta o avanço comercial. Segundo ele, a empresa vem se apoiando em acordos e bonificações ao varejo, o que fortalece a ponta de distribuição, mas não necessariamente melhora a qualidade do crescimento.
“Eles vão para a farmácia e fazem acordos comerciais, dão bonificações, dão acordos, dão descontos”, afirmou. “Ou seja, eles empurram o produto fortalecendo a farmácia e não a própria empresa.”
Benincá também chamou atenção para o perfil da dívida da farmacêutica, com forte peso de debêntures.
“Eles têm mais de 70% da dívida deles em debêntures emitidas”, disse. “Debênture é título de dívida que está na mão de um monte de brasileiros. Aí é por isso que a gente tem que manter o olho aberto na empresa.”
Para ele, a situação fica mais delicada porque os sinais de pressão financeira aparecem ao mesmo tempo em que há ruídos sobre governança e transparência. O consultor citou uma ressalva da KPMG no balanço anterior da companhia.
“A KPMG fez uma ressalva lá no balanço de 2024 deles, pedindo mais transparência e menos complexidade”, afirmou. “Quando o auditor vem pedir transparência, a gente dá uma desconfiada também.”
Na avaliação de Benincá, nenhum desses pontos isoladamente muda toda a tese da empresa. O problema é o acúmulo.
“Isoladamente, não é nada demais”, disse. “Mas a gente começa a somar um monte de pequenos sinais que a Cimed precisa se explicar.”
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