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Crise no Oriente Médio força aéreas a cortar rotas, reduzir assentos e aposentar antigos aviões
Publicado 22/04/2026 • 21:15 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 22/04/2026 • 21:15 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O conflito no Oriente Médio já pressiona os custos das companhias aéreas, afeta a oferta de voos e deve manter as passagens em patamar mais alto nos próximos meses. É o que afirma empresário e especialista em viagem e aviação José Antônio Brazileiro.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, ele afirmou que o combustível segue como um dos itens mais sensíveis para a aviação, com peso de 30% a 40% no custo operacional das empresas, e disse que a escalada da crise geopolítica atinge o setor tanto pelo preço quanto pela disponibilidade do querosene de aviação.
“O combustível sempre foi muito sensível pra aviação. Ele corresponde a 30%, 40% do custo operacional das empresas”, disse. Segundo ele, o conflito “afeta preço e afeta disponibilidade”, em um momento em que o abastecimento já começa a mostrar sinais de pressão.
Leia também: Custos de aéreas e oferta de voos começam a ser afetados pela guerra no Oriente Médio
Na avaliação do especialista, a consequência tende a chegar diretamente ao consumidor. Ele citou o caso da Lufthansa, que já reduziu operações e vem acelerando ajustes na frota diante da pressão do combustível, especialmente em aeronaves mais antigas e menos eficientes.
“Quando a companhia aérea está cortando voo, ela está abrindo mão de receita porque o custo está inviável”, afirmou.
Brazileiro disse que o impacto já começou a aparecer também no mercado local. Segundo ele, cerca de 2 mil voos foram afetados, com redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia, atingindo estados como Amazonas, Goiás, Pernambuco e Paraíba.
Além da menor oferta, o especialista vê pressão adicional sobre as tarifas. Ele citou a expectativa de novo aumento no combustível no Brasil e lembrou que as empresas já operam com margens apertadas, o que dificulta absorver novos custos sem repasse ao passageiro.
“As empresas aéreas estão acima da margem e acabam tendo que passar isso pro consumidor”, disse.
Na visão dele, mesmo uma eventual descompressão rápida do conflito não deve produzir alívio imediato nas tarifas. Isso porque o choque já atinge a estrutura de custos das companhias e tende a ser repassado ao mercado ao longo dos próximos meses.
“Eu prevejo que 2026 vai ser um ano com menos voos, menos opções, frequências, passagens mais caras e menos pessoas viajando”, afirmou.
Leia também: Alta do combustível e reforma tributária devem encarecer passagens aéreas, diz executivo
Ao comentar possíveis movimentos de consolidação no setor aéreo dos Estados Unidos, Brazileiro disse não acreditar, neste momento, em uma possível fusão entre United e American Airlines. Segundo ele, o cenário mais plausível seria uma combinação envolvendo a JetBlue e uma das grandes companhias americanas.
Para o especialista, uma eventual concentração maior no mercado americano poderia, num primeiro momento, pressionar tarifas, inclusive em rotas com forte ligação com a América do Sul. Ainda assim, ele ponderou que o ambiente regulatório e a própria estrutura do setor nos Estados Unidos favorecem operações de consolidação mais facilmente do que no Brasil.
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