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CVM convoca Reag e ex-diretor para apresentar defesa em caso de irregularidades em carteiras

Publicado 12/02/2026 • 17:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O ex-diretor é Ramon Pessoa Dantas, responsável por administração de carteiras de valores mobiliários na época dos fatos.
  • A Reag Investimentos, gestora e plataforma de produtos financeiros, cresceu rapidamente ao longo da década de 2020 ao oferecer fundos de crédito privado e veículos voltados a ativos alternativos e direitos creditórios.
  • Com modelo de negócios baseado na originação própria de operações e na distribuição por parceiros do mercado financeiro, a Reag passou a se aproximar do Banco Master, de Daniel Vorcaro, instituição focada em crédito estruturado, FIDCs e captação por meio de CDBs.
Fachada Reag; Relação com o Banco Master

Divulgação

Reag Investimentos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou nesta quarta-feira (11) a fase de convocação da Reag Investimentos e de seu ex-diretor, Ramon Pessoa Dantas, para a apresentação de defesas formais.

O processo administrativo apura irregularidades na administração de carteiras de valores mobiliários, com uma peça acusatória que foi protocolada pelo órgão regulador em 15 de dezembro 2025. Ramon Pessoa Dantas, que ocupava a diretoria responsável pela gestão desses ativos na época dos fatos, deverá prestar esclarecimentos sobre as condutas apontadas pela autarquia.

A Reag Investimentos consolidou sua posição no mercado ao longo da década atual, focando especialmente em ativos alternativos e direitos creditórios. A gestora estruturou seu modelo de negócios através da originação própria de operações, utilizando uma rede de parceiros para a distribuição de seus produtos financeiros.

No entanto, o rápido crescimento da plataforma atraiu a atenção dos reguladores para a conformidade das operações realizadas em seus veículos de investimento, especialmente no que tange aos fundos de crédito privado.

O elo estratégico com o Banco Master

O contexto da investigação ganha relevância devido à proximidade da Reag com o Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro e voltada ao crédito estruturado. As duas empresas estabeleceram um relacionamento na aquisição de ativos, resultando em uma integração onde diversos fundos ligados ao ecossistema da Reag passaram a investir em operações originadas pelo Banco Master.

Essa conexão financeira inseriu a gestora no mesmo circuito de financiamento e distribuição de ativos da instituição de Vorcaro.

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O Banco Master é amplamente conhecido por sua atuação agressiva em FIDCs e captação via CDBs, instrumentos que servem de base para muitas das carteiras administradas pela Reag. Esse elo coloca a gestora sob o escrutínio das investigações que monitoram a rigidez do mercado financeiro em 2026.

A CVM busca agora determinar se a administração dessas carteiras respeitou os deveres de fiduciariedade ou se houve conflito de interesses na escolha dos ativos que compunham o funding das operações do banco parceiro.

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