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Brasil lidera fusões e aquisições na América Latina com alta de 15% no valor das operações
Publicado 12/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 12/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 3 meses
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Pixabay
O mercado brasileiro liderou o ranking de fusões e aquisições (M&A) na América Latina em 2025. Foram registradas 1.877 transações no país entre janeiro e dezembro, somando US$ 56,41 bilhões (cerca de R$ 293 bilhões, na cotação atual), segundo relatório da Aon em parceria com TTR Data e Datasite. O dado representa um crescimento de 7% no número de operações e de 15% no valor em relação a 2024.
Ao lado do México, o país foi um dos poucos mercados que apresentaram expansão anual. O levantamento mostra que o setor mais ativo foi o de Internet, Software e Serviços de TI, com 340 transações, seguido por Real Estate, com 200. Os EUA liderara como principal investidor estrangeiro, com 162 aquisições de empresas brasileiras.
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Para André Nogueira, responsável por M&A e soluções de transações da Aon no Brasil, o aumento do capital mobilizado indica maior confiança na capacidade execução do mercado local e ainda reforça
Na avaliação de André Nogueira, responsável por M&A e soluções de transações da Aon no Brasil, o aumento do capital mobilizado indica maior confiança na capacidade de execução do mercado local e reforça a importância de diligências rigorosas e alocação precisa de riscos contratuais.
Leia também: Fusões e aquisições no Brasil crescem 13% no ano; setor financeiro lidera retomada
“Esse cenário de transações mais robustas reforça a indispensabilidade de diligências bem conduzidas e de uma precisa alocação de riscos no SPA. Para 2026, vislumbramos o uso cada vez maior de ferramentas que tragam eficiência, previsibilidade e reduzam atritos até o closing”, acrescenta o executivo.
Na América Latina como um todo, foram contabilizadas 3.061 transações em 2025, que movimentaram US$ 119,79 bilhões — avanço anual de 1% no volume e de 19% no valor. O desempenho indica um ambiente mais seletivo, com negócios maiores e maior rigor na análise de ativos.
Após o Brasil, o Chile ficou em segundo lugar em número de operações, com 338 (queda de 12%) e US$ 6,69 bilhões movimentados (-53%). O México registrou 307 transações (-17%), mas com salto de 86% no valor, para US$ 32,51 bilhões.
Colômbia e Argentina vieram na sequência, com retrações no capital mobilizado de 18% e 36%, respectivamente, enquanto o Peru somou 167 operações (-9%) e US$ 4,43 bilhões (-15%).
Segundo Pedro da Costa, chefe regional de M&A da Aon, o ano foi marcado por avaliações mais racionais e estruturas mais disciplinadas, com fechamento de negócios condicionado à qualidade dos ativos, resiliência de caixa e mecanismos de mitigação de risco.
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Empresas brasileiras direcionaram a maior parte de suas aquisições externas aos Estados Unidos, com 58 transações que somaram US$ 1,56 bilhão, seguidas pelo Chile, com 15 operações. No sentido inverso, além dos EUA, o Reino Unido foi o segundo maior investidor estrangeiro no país, com 33 aquisições.
As compras de empresas brasileiras por grupos norte-americanos cresceram 3% no período, enquanto aquisições estrangeiras nos setores de tecnologia e internet recuaram 3%. Já o investimento de fundos internacionais de private equity e venture capital em companhias brasileiras avançou 18%.
No recorte por modalidade, o private equity registrou 119 transações e US$ 10,21 bilhões movimentados (+11% em volume). O venture capital somou 367 rodadas, com US$ 2,61 bilhões — queda de 7% no número de operações. Já as aquisições de ativos totalizaram 352 negócios e US$ 13,16 bilhões, alta de 14%.
Entre as operações relevantes do ano, o relatório destaca a aquisição da Basf Coatings pela Sherwin Williams por US$ 1,10 bilhão. A transação contou com assessoria jurídica de escritórios brasileiros e apoio financeiro de Citigroup e Deutsche Bank.
No ranking de assessores financeiros no país, o Itaú BBA liderou em número de transações, com 46 operações. Em valor movimentado, o primeiro lugar ficou com o BTG Pactual, somando US$ 17,91 bilhões.
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