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África do Sul aposta em tecnologia nuclear para ampliar a geração de energia
Publicado 10/10/2026 • 18:00 | Atualizado há 31 minutos
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Publicado 10/10/2026 • 18:00 | Atualizado há 31 minutos
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Foto: unsplash
África do Sul aposta em tecnologia nuclear para ampliar a geração de energia
A África do Sul busca ampliar o uso pacífico da tecnologia nuclear para fortalecer o fornecimento de eletricidade, impulsionar a indústria e desenvolver soluções para o abastecimento de água. Essas possibilidades foram debatidas durante o seminário “Dia Nuclear: Parceria Industrial e Educacional”, realizado em Joanesburgo, com a participação de especialistas em energia, ciência e educação.
Organizado pela Embaixada da Rússia na África do Sul e em Lesoto, o encontro teve como tema “Tecnologias Nucleares e Educação: Soluções Energéticas e Não Energéticas”. As informações foram divulgadas pela TV BRICS, com base em conteúdo da publicação The Diplomatic Society.
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Durante o seminário, os participantes discutiram diferentes modelos de instalações nucleares, incluindo pequenas centrais, reatores de grande porte e unidades flutuantes. As apresentações também abordaram proteção radiológica e radioecologia, áreas relacionadas à segurança das operações e ao monitoramento dos efeitos da radiação no meio ambiente.
O embaixador da Rússia na África do Sul e em Lesoto, Roman Ambarov, destacou o crescente interesse internacional pela energia nuclear e seu papel no fornecimento estável de eletricidade. Segundo ele, países como China, Índia, Turquia e Egito desenvolvem projetos no setor.
Além disso, o diplomata ressaltou a expansão da cooperação nuclear entre países do Sul Global, movimento que favorece o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades tecnológicas.
A geração de eletricidade não foi o único assunto discutido em Joanesburgo. Os especialistas também avaliaram aplicações da tecnologia nuclear em áreas como o abastecimento hídrico.
Uma das alternativas apresentadas foi a dessalinização nuclear, que utiliza calor ou eletricidade para transformar água do mar em água doce. Além disso, a tecnologia pode contribuir para ampliar as fontes de abastecimento em regiões que enfrentam dificuldades de acesso à água potável.
Outra frente envolve o uso de inteligência artificial e gêmeos digitais em instalações nucleares. Dessa forma, essas ferramentas podem auxiliar no monitoramento de sistemas, na simulação de cenários e no planejamento da manutenção de equipamentos complexos.
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Siga o Times | CNBCA expansão das aplicações nucleares também exige profissionais qualificados. Por isso, os participantes destacaram a importância de preparar engenheiros, cientistas, técnicos e especialistas para desenvolver, operar e manter instalações com segurança.
O seminário também abordou a cooperação entre universidades, empresas e instituições de pesquisa, além da formação em geologia e mineração.
Masamba Kah, chefe do Projeto de Parceria Industrial e Educacional, ressaltou a importância das parcerias com países africanos para desenvolver competências e conhecimentos necessários ao avanço da indústria nuclear e de setores relacionados.
Nesse contexto, a transferência de conhecimento técnico e o intercâmbio científico podem fortalecer as instituições locais e ampliar a capacidade de desenvolver novas tecnologias.
A África do Sul acumulou conhecimentos em pesquisa nuclear e aplicações pacíficas dessas tecnologias na medicina, na agricultura e na indústria. Suas instituições científicas e educacionais também contribuem para a formação de profissionais especializados.
Essa experiência oferece uma base para discutir novas aplicações. No entanto, o desenvolvimento do setor depende de investimentos em conhecimento técnico, pesquisa científica, capacitação profissional e segurança operacional. A cooperação internacional também pode aproximar universidades, empresas e centros de pesquisa, favorecendo a troca de experiências e o desenvolvimento de projetos.
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Dessa forma, a aposta sul-africana na tecnologia nuclear envolve não apenas a possibilidade de ampliar a geração de eletricidade, mas também o desenvolvimento industrial, a inovação e soluções para desafios relacionados à água.
O seminário em Joanesburgo na África do Sul reuniu essas oportunidades em uma agenda comum. Entretanto, o material divulgado não anunciou a construção de novas usinas nem estabeleceu metas ou prazos para ampliar a capacidade de geração nuclear do país.
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