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Brasil prevê R$ 3,3 trilhões em investimentos em energia até 2036
Publicado 09/10/2026 • 10:23 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 09/10/2026 • 10:23 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Foto: Magnific
Brasil prevê R$ 3,3 trilhões em investimentos em energia até 2036
O Brasil poderá receber cerca de R$ 3,3 trilhões em investimentos para ampliar e modernizar a infraestrutura de energia entre 2027 e 2036. Nesse período, o país também deve aumentar a produção de petróleo, expandir o uso de fontes renováveis e atender a uma demanda maior por eletricidade.
As estimativas integram o Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
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De acordo com a Petronotícias, o planejamento prevê que o Brasil alcance 4,9 milhões de barris de petróleo por dia em 2036. A produção líquida de gás natural também deve crescer e chegar a 135 milhões de metros cúbicos diários, alta de 85% em relação a 2026.
Mesmo com o avanço da produção nacional, o país continuará dependendo de importações de derivados de petróleo. O diesel deve receber maior atenção, já que a projeção aponta que cerca de 25% da demanda virá do exterior em 2036.
Além disso, a produção de etanol pode subir de 41,3 bilhões para 52,7 bilhões de litros entre 2026 e 2036. Já o biodiesel deve avançar de 10,6 bilhões para 14,8 bilhões de litros. Vale ressaltar que o aumento da produção desses biocombustíveis pode ser importante para a economia brasileira em meio aos conflitos no Oriente Médio.
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Siga o Times | CNBCA expansão econômica e o uso de novas tecnologias devem elevar o consumo de energia no Brasil. O PDE 2036 estima que a oferta interna de energia alcance 416,6 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2036, aumento de 24% em dez anos.
Na eletricidade, o consumo deve crescer, em média, 3,4% ao ano e chegar a 979 terawatts-hora (TWh). Com isso, a geração elétrica precisará avançar de 829 TWh, em 2026, para 1.133 TWh em 2036. A expansão na capacidade elétrica também está no radar da maioria dos países.
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As fontes renováveis devem representar 51,2% da matriz energética brasileira em 2036. Na matriz elétrica, a participação dessas fontes deve permanecer próxima de 90%, com maior presença da energia solar e eólica.
Com isso, as duas fontes poderão responder por cerca de um terço da geração elétrica no fim do período estimado. Como a produção solar e eólica varia conforme as condições climáticas, o planejamento prevê investimentos em soluções que ajudem a equilibrar o sistema de energia do Brasil.
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