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Stellantis mantém investimentos no Brasil e avalia novas tecnologias após eleições
Publicado 12/08/2026 • 22:47 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/08/2026 • 22:47 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O logotipo da Stellantis é retratado em uma de suas fábricas de montagem após o anúncio da empresa dizendo que interromperá a produção lá, em Toluca, estado do México, México, em 4 de abril de 2025.
Henry Romero | Reuters (Reprodução CNBC Internacional)
A Stellantis mantém os investimentos já anunciados no Brasil e avalia novas oportunidades de expansão a partir das definições regulatórias e da política industrial que será adotada após as eleições.
Dona de marcas como Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot, a companhia trabalha com diferentes alternativas tecnológicas para o mercado brasileiro, que incluem veículos movidos a etanol, híbridos e elétricos.
Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, os projetos já em andamento seguem normalmente. As próximas decisões dependerão de maior clareza sobre temas como regras de importação, reforma tributária e incentivos à produção local.
“Sempre que existe um período eleitoral, e uma incerteza em relação ao modus operandi no futuro, alguns investimentos acabam esperando a decisão de qual será o norte”, afirmou nesta quarta-feira (12), durante encontro com jornalistas.
“Os investimentos que já estão em curso, não vão mudar. Agora, aquilo que depende de uma transparência maior em relação ao futuro, certamente precisa esperar uma definição mais clara do cenário eleitoral”, acrescentou.
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Uma das principais discussões acompanhadas pela Stellantis envolve as regras para importação de veículos híbridos e elétricos.
Na avaliação de Zola, o atual nível de tributação ainda favorece, em alguns casos, a importação de veículos eletrificados em relação à produção no Brasil. Mudanças nesse cenário poderiam tornar novos projetos industriais mais competitivos.
“Se esse imposto aumentar, o modelo de localização se torna mais competitivo, e poderemos vislumbrar um cenário diferente”, afirmou.
O executivo não indicou qual alíquota seria necessária para estimular novas decisões de produção local.
A companhia também acompanha a definição das alíquotas do imposto seletivo criado pela reforma tributária, que terá cobrança relacionada ao nível de emissões dos veículos.
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Siga o Times | CNBCSegundo Zola, a Stellantis tem condições de adaptar seu portfólio à rota tecnológica escolhida pelo Brasil. O grupo reúne soluções a combustão, híbridas e elétricas e também opera no país com a Leapmotor.
A Stellantis lança nesta quarta-feira o Jeep Avenger, novo modelo da marca para o segmento de utilitários esportivos.
O veículo também faz parte da estratégia para ampliar a utilização da fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, que vinha operando com cerca de 40% de sua capacidade.
A companhia pretende usar o lançamento para reforçar a presença da Jeep em uma categoria que ganhou novos concorrentes nos últimos anos, especialmente entre marcas chinesas.
“Não tenho dúvida de que o Avenger é uma arma poderosíssima para voltarmos a responder em um segmento onde perdíamos espaço”, disse Zola.
O modelo será vendido entre R$ 120 mil e R$ 145 mil.
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Apesar da maior concorrência em veículos eletrificados, a Stellantis registra demanda acima da capacidade de produção em parte de seu portfólio brasileiro.
Segundo Zola, esse é o caso de modelos como Fiat Strada, Fiorino, Argo e Mobi, além de algumas versões dos SUVs Pulse e Fastback.
A empresa também avalia que a possibilidade de temperaturas mais elevadas associadas ao cenário climático pode influenciar o comportamento do mercado e segue ajustando produção e lançamentos de acordo com a demanda.
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