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CEO da Chevron diz que impacto da guerra com Irã ainda não está totalmente refletido no petróleo
Publicado 23/03/2026 • 22:16 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/03/2026 • 22:16 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O mercado futuro de petróleo ainda não incorporou totalmente a dimensão da disrupção na oferta global provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, afirmou nesta segunda-feira (23) o CEO da Chevron, Mike Wirth.
Segundo ele, há “manifestações físicas muito reais” da interrupção do fluxo de petróleo que ainda estão se propagando pelo sistema global e não estão completamente refletidas nos preços dos contratos futuros.
Wirth destacou que o mercado está operando com base em “informação escassa” e percepção, o que, na avaliação dele, não captura a real restrição na oferta física de petróleo.
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“Há muito petróleo e gás que simplesmente não estão chegando ao mercado”, disse o executivo, acrescentando que a situação atual é diferente de crises anteriores devido à intensidade da disrupção no fornecimento.
Apesar disso, os preços recuaram com força, com o petróleo caindo cerca de 9% após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar intenção de fechar um acordo com o Irã e adiar ataques a instalações energéticas.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 10,28% (US$ 10,10), a US$ 88,13 o barril. Já o Brent para junho recuou 9,86% (US$ 10,49), a US$ 95,92 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
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Já os contratos para agosto indicavam preços próximos de US$ 80 (R$ 421,60), sugerindo que o mercado aposta em uma normalização da oferta nos próximos meses.
Wirth, no entanto, alertou que essa leitura pode ser otimista demais, já que a oferta global segue pressionada.
Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo mundial passava pelo Estreito de Ormuz, rota que liga o Golfo Pérsico ao mercado internacional. Desde então, o tráfego de petroleiros caiu significativamente devido a ataques iranianos a embarcações comerciais.
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Além disso, produtores do Golfo reduziram a produção por dificuldades de exportação, enquanto ataques com mísseis e drones danificaram infraestruturas energéticas na região.
Alguns governos também passaram a reter estoques internamente, reduzindo exportações, o que amplia a pressão sobre a oferta global.
Mesmo que a rota seja reaberta, o executivo destacou que a recomposição dos estoques e a retomada plena da produção levarão tempo, mantendo um cenário de incerteza.
“Não sabemos quão rápido essa produção pode voltar ao normal”, afirmou Wirth. “Vai levar tempo para sair dessa situação.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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