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Energia

G7 de energia: entenda o que está sendo discutido no encontro

Publicado 10/03/2026 • 08:51 | Atualizado há 17 minutos

AFP

KEY POINTS

  • A França está multiplicando as iniciativas diante da volatilidade dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.
  • O país organiza nesta terça-feira (10) um “G7 de Energia”, um dia após um G7 de Finanças já focado no mesmo tema.
  • Essa nova reunião, que reunirá os ministros de Energia dos países do G7, deve permitir uma troca de informações “sobre os impactos da situação atual para o setor energético global”, os desafios de abastecimento de petróleo e gás.

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"G7 de Energia”: iniciativas são discutidas diante da volatilidade dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

A França está multiplicando as iniciativas diante da volatilidade dos preços do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio e organiza nesta terça-feira (10) um “G7 de Energia”, um dia após um G7 de Finanças já focado no mesmo tema.

“Reuniremos o G7 de Energia à margem da cúpula internacional sobre energia nuclear que acontece em Paris, para avançar nessa questão (o preço do petróleo, nota da redação), com o objetivo de reduzir os preços”, afirmou nesta terça-feira (10) à emissora France 2 Maud Bregeon, ministra delegada para a Energia.

Essa nova reunião, que reunirá os ministros de Energia dos países do G7, deve permitir uma troca de informações “sobre os impactos da situação atual para o setor energético global”, os desafios de abastecimento de petróleo e gás e “suas consequências sobre os preços”, informou à imprensa o Ministério francês da Economia, responsável também pela soberania energética.

A iniciativa foi tomada na segunda-feira (09) pelo presidente Emmanuel Macron e ocorre 24 horas depois de um G7 de Finanças já amplamente dedicado à mesma questão, enquanto o preço do petróleo ainda estava em alta.

Leia também: Irã diz que pode bloquear saída de petróleo da região; Trump ameaça intensificar ataques

Consequências da guerra

Após registrar uma forte disparada devido às dificuldades de abastecimento vindas dos países do Golfo, em razão da quase paralisação do Estreito de Ormuz, o preço do petróleo caiu logo depois de uma declaração de Donald Trump na noite de segunda-feira (09), quando o presidente americano afirmou que a guerra com o Irã estava “quase” terminando.

“É preciso estabilizar o mercado”, insistiu o ministro delegado para a Indústria, Roland Lescure, que representará a França ao lado de Maud Bregeon nesse G7 de Energia, realizado à margem da cúpula dedicada à retomada da energia nuclear civil em Paris.

“Não há fórmula mágica”

O tema é muito sensível no debate político na França. Isso porque a disparada do preço do barril nos últimos dias rapidamente se refletiu nos preços nas bombas de combustível.

Nos postos de gasolina franceses, o diesel ultrapassou na segunda-feira (09) a marca simbólica de 2 euros por litro, segundo uma média calculada pela AFP com base em dados de cerca de 9.400 postos enviados ao governo — um nível inédito desde o verão de 2022.

Desde 27 de fevereiro, véspera dos primeiros ataques israelenses e americanos contra o Irã, o preço desse combustível rodoviário — o mais consumido no país — subiu 16% na França metropolitana.

Sob pressão da oposição e de alguns sindicatos, que pedem medidas de emergência, o governo por enquanto se recusa a adotar novos auxílios para a compra de combustíveis.

“Queremos que o preço nas bombas caia. Para que o preço nas bombas caia, não há fórmula mágica, não há solução doméstica: é preciso estabilizar o mercado. Para isso, é necessário reabrir o Estreito de Ormuz (…) e permitir que o petróleo circule livremente pelo mundo”, insistiu nesta terça-feira (10) o ministro francês da Economia e Finanças, Roland Lescure.

Na segunda-feira, os ministros das Finanças do G7 disseram estar “prontos” para recorrer às reservas estratégicas de petróleo, caso seja necessário.

“O objetivo” do trabalho realizado “sobre as reservas estratégicas” é “garantir que, em regiões onde há tensões de abastecimento (…), seja possível integrar o fato de que o mercado se libere”, o que, segundo Lescure, permitirá “reduzir os preços”. “Já vimos isso nas últimas 24 horas, vamos fazer com que continue”, concluiu o ministro.

Leia mais: Petróleo amplia queda enquanto investidores avaliam comentários de Trump sobre guerra com o Irã e Estreito de Ormuz

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