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Energia

ONS identifica 380 pontos para conexão de baterias e aponta capacidade disponível em 85% da rede

Publicado 01/10/2026 • 16:56 | Atualizado há 42 minutos

KEY POINTS

  • Levantamento do ONS aponta centenas de pontos da rede com espaço para receber novos sistemas de armazenamento.
  • Baterias ganham espaço no planejamento do setor elétrico brasileiro e atraem grandes empresas.
  • Os primeiros leilões do país para contratação de sistemas de baterias estão previstos para dezembro.
Energia

Foto: Unsplash

Energia ONS projeta alta de 3,6% na carga do sistema elétrico em outubro

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) identificou aproximadamente 380 pontos físicos da rede de transmissão que podem receber sistemas de armazenamento de energia em baterias. Segundo levantamento divulgado em conjunto com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), cerca de 85% desses locais ainda possuem capacidade disponível para novas conexões.

Esses pontos são chamados de “barramentos” e representam locais da rede onde novos sistemas podem ser conectados. Entre os que apresentam maior disponibilidade estão Arinos 2 e Janaúba 3, ambos em Minas Gerais. Juntos, os dois pontos possuem atualmente 5,8 gigawatts (GW) de capacidade remanescente para conexão de baterias.

Dos cerca de 380 barramentos analisados pelo ONS, aproximadamente 15% não apresentam capacidade disponível para novas conexões.

Leia mais: Aneel nega recurso da Enel SP e mantém investigação sobre resposta a eventos extremos

O levantamento ocorre enquanto o Brasil se prepara para realizar seu primeiro leilão voltado especificamente a sistemas de armazenamento de energia em baterias. Entre as empresas que cadastraram projetos estão Petrobras, Axia, Engie, Taesa e Isa Brasil, além de centenas de outras companhias do setor elétrico.

Uma análise da Volt Robotics, elaborada para a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), aponta que até 88% da energia utilizada para recarregar os Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) poderia vir de eletricidade que atualmente é desperdiçada devido aos elevados cortes de geração.

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Além de aproveitar parte dessa energia, os sistemas de baterias podem ter impacto sobre os custos do setor. De acordo com a referência utilizada na Análise de Impacto Regulatório da Aneel, o custo efetivo do BESS pode ficar entre 63% e 83% abaixo do registrado no último Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP). A tecnologia também pode contribuir para diminuir determinadas parcelas de encargos pagos pelos consumidores, incluindo os relacionados à restrição da operação.

O primeiro leilão de baterias está previsto para dezembro deste ano. A necessidade de ampliar a capacidade de armazenamento também foi destacada no Encontro do Armazenamento 2030, promovido pela Absae na semana passada. Segundo dados do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, o país precisará adicionar aproximadamente 7 GW de sistemas de armazenamento ao longo dos próximos dez anos para atender às necessidades de potência.

Leia mais: EPE apresenta plano para antecipar contratação de armazenamento hidráulico

As regras iniciais para a contratação desses sistemas foram estabelecidas em junho pelo Ministério de Minas e Energia (MME), por meio de uma portaria. A medida prevê a utilização das baterias como parte das estratégias para reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Na prática, estão previstos dois leilões, marcados para os dias 2 e 4 de dezembro. A primeira disputa terá exigência de conteúdo nacional, enquanto a segunda será aberta a todos os projetos de sistemas de armazenamento em baterias. Ao todo, 6.091 projetos foram cadastrados na EPE. Esse número, porém, não significa que todos estarão habilitados a participar dos leilões. Antes da disputa, os empreendimentos ainda precisarão passar pelas etapas de análise e habilitação técnica realizadas pela própria EPE.

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