CNBC

CNBCDemocratas apresentam plano para série votações sobre poderes de guerra contra o Irã

Energia

Petróleo amplia queda enquanto investidores avaliam comentários de Trump sobre guerra com o Irã e Estreito de Ormuz

Publicado 10/03/2026 • 06:49 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo despencaram até 10% depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou o Irã contra o bloqueio do Estreito de Ormuz.
  • Na manhã de segunda-feira, Trump sinalizou que o conflito com o Irã poderia terminar “muito em breve”.
Plataforma de petróleo.

Pixabay

Plataforma de petróleo

Os preços do petróleo ampliaram as perdas nesta terça-feira (10), à medida que investidores avaliam comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Oriente Médio e sobre o fluxo de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz.

Os contratos do Brent chegaram a cair até 10% antes de reduzirem parte das perdas. Por volta das 6h25 (horário de Brasília), o barril era negociado com queda de cerca de 8%, a US$ 90. O petróleo bruto dos Estados Unidos também recuava 7,4%, para aproximadamente US$ 87 por barril. As quedas ocorrem após o petróleo ultrapassar os US$ 100 na segunda-feira.

Também nesta terça-feira, o CEO da gigante saudita Aramco alertou que a guerra ameaça provocar “consequências catastróficas” para o mercado global de petróleo.

Leia também: Petróleo ameniza ganhos mas fecha em alta após atingir maior nível desde 2022

Amin Nasser afirmou, durante teleconferência de resultados, que o conflito provocou “uma reação em cadeia severa” e “um efeito dominó drástico” que vai além do transporte marítimo, atingindo setores como aviação, agricultura, indústria automotiva e outras atividades.

“Quanto mais tempo durar a interrupção, mais drásticas serão as consequências para a economia global”, disse. Ele acrescentou que se trata, “de longe, da maior crise” já enfrentada pela indústria de petróleo e gás da região.

Leia também: ‘O céu é o limite’: analistas veem petróleo sem teto de preço com crise no Oriente Médio

Trump havia sinalizado na segunda-feira que o conflito com o Irã poderia terminar em breve, o que ajudou a pressionar os preços do petróleo para baixo. Mais tarde, porém, alertou que Teerã seria atingida “vinte vezes mais forte” caso tentasse interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”, escreveu o presidente Donald Trump em uma publicação na rede Truth Social na segunda-feira.

Localizado entre Omã e Irã, o estreito é uma rota vital para os mercados globais de energia. Cerca de 13 milhões de barris passaram pela via marítima em 2025, o equivalente a aproximadamente 31% dos fluxos globais de petróleo transportados por via marítima, segundo dados da Kpler.

A rota conecta grandes produtores do Golfo — incluindo Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos — ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

“Este é um presente dos Estados Unidos da América para a China e para todas as nações que utilizam intensamente o Estreito de Ormuz. Espero que seja um gesto muito apreciado”, escreveu Trump na publicação.

Os comentários surgem depois de um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã alertar, na segunda-feira, que navios petroleiros que transitam pelo Estreito de Ormuz “devem ser muito cuidadosos”.

Mais cedo no mesmo dia, Trump afirmou por telefone à CBS News que navios continuavam passando pelo estreito e acrescentou que estava “pensando em assumir o controle” da rota.

Em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, Trump também disse que a guerra contra o Irã terminará “muito em breve” e que os preços do petróleo irão cair.

As declarações do presidente ajudaram a aliviar parte das preocupações do mercado com um choque de oferta de energia e possíveis interrupções no fluxo de petróleo.

Leia também: De US$ 119 ao tombo com possível fim da guerra: a festa do petróleo acabou?

“Acho que há muito otimismo no mercado”, afirmou Bob McNally, presidente da Rapidan Energy Group. “Vimos isso hoje com o colapso nos preços do petróleo após o que costumávamos chamar de intervenção verbal do presidente.”

Segundo McNally, o mercado ainda tenta processar a dimensão da interrupção. Por décadas, os traders presumiram que nenhum país seria autorizado a fechar o Estreito de Ormuz, considerado o ponto de estrangulamento mais crítico do mercado global de petróleo.

O fato de isso ter ocorrido é “completamente calamitoso e inesperado”, disse ele, destacando que nem mesmo durante as tensões da década de 1980 a via marítima foi totalmente fechada.

Por ora, acrescentou, os mercados parecem apostar que a situação não durará muito e que a navegação pelo estreito acabará sendo restabelecida.

Embora os comentários de Trump tenham trazido algum alívio aos mercados, o presidente da Lipow Oil Associates, Andy Lipow, afirmou que ainda é cedo para conclusões definitivas.

“Teremos que esperar para ver como o Irã responderá aos comentários do presidente e se o país atacará alguma infraestrutura de petróleo nas próximas horas”, disse.

Separadamente, ministros de Energia dos países do G7 devem realizar ainda nesta terça-feira uma reunião virtual para discutir uma possível liberação de reservas emergenciais de petróleo, com o objetivo de aliviar as interrupções de oferta provocadas pela guerra com o Irã, disseram fontes à CNBC.

As discussões ocorrem após uma reunião dos ministros de Finanças do G7 na segunda-feira, quando autoridades avaliaram o uso das reservas estratégicas, mas não chegaram a uma decisão.

As conversas entre os países-membros têm sido “positivas”, afirmaram as fontes, acrescentando que qualquer movimento coordenado para liberar estoques provavelmente viria após a reunião dos ministros de Energia.

Segundo as fontes, os Estados Unidos avaliam que uma liberação conjunta entre 300 milhões e 400 milhões de barris — cerca de 25% a 30% das reservas combinadas do grupo, estimadas em 1,2 bilhão de barris — seria adequada.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou que participou de uma reunião dos ministros de Finanças do G7 a convite da França para discutir as perspectivas da economia global e a escalada do conflito no Oriente Médio.

“Discutimos todas as opções disponíveis, incluindo disponibilizar ao mercado os estoques emergenciais de petróleo da IEA”, disse.

Os países membros da agência mantêm mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria mantidos sob obrigação governamental.

Birol acrescentou que segue em contato próximo com ministros de Energia de diversos países, incluindo Arábia Saudita, Brasil, Índia, Azerbaijão e Singapura.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Energia

;