Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
‘O céu é o limite’: analistas veem petróleo sem teto de preço com crise no Oriente Médio
Publicado 09/03/2026 • 11:09 | Atualizado há 6 meses
Por que as discussões sobre a desdolarização são mais conversa e menos ação?
Huang, da Nvidia, diverge dos CEOs da Anthropic e da OpenAI sobre segurança da IA na Dreamforce
Musk pede que principais laboratórios de I.A e empresas chinesas testem modelos umas das outras em meio a pedidos de desaceleração
Wall Street avalia impacto de possível desaceleração da I.A na expansão de data centers
Rendimento dos Treasuries de 10 anos sobe ao maior nível desde 2007 com aumento das apostas em alta de juros pelo Fed
Publicado 09/03/2026 • 11:09 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Produção
Catar alerta que a situação no Irã pode se tornar incontrolável, poucas horas antes do ultimato de Trump para que o país reabra Ormuz.
O preço do petróleo estava a caminho do maior salto em um único dia quando analistas passaram a advertir, nesta segunda-feira (9), que não há precedente para o que os mercados de energia estão vivendo.
O Brent chegou a US$ 119,50 por barril e o WTI a US$ 119,48 na máxima da sessão, antes de reduzir os ganhos após o Financial Times noticiar que os ministros de finanças do G7 realizariam uma reunião de emergência para discutir a liberação coordenada de reservas de petróleo.
Por volta das 09h30 (horário de Brasília), o Brent operava em alta de 12,8%, a US$ 104,53, e o WTI subia quase 12%, a US$ 101,76.
Leia também; Petrobras avança 6,5% em Nova York com disparada do petróleo acima de US$ 100
Neil Atkinson, ex-chefe da divisão de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), foi direto ao ponto ao ser questionado sobre até onde os preços poderiam chegar. “Desculpe, estamos entrando no reino das suposições fundamentadas. Não há precedente para isso. O céu é o limite”, disse Atkinson à CNBC.
Para ele, o fechamento do Estreito de Ormuz é algo que os mercados de energia nunca haviam enfrentado. Se nada mudar rapidamente, “estamos diante de uma crise energética potencialmente sem precedentes”, afirmou ao programa Squawk Box Europe.
Atkinson detalhou o risco de um colapso em cadeia. Com o estreito fechado, os estoques globais de petróleo seriam consumidos progressivamente. “Se essa paralisação persistir, com a produção efetivamente interrompida no Iraque, possivelmente no Kuwait e talvez até na Arábia Saudita com o tempo, vamos enfrentar uma crise como nunca vimos antes”, alertou.
Leia também: Ilha Kharg responde por 90% do petróleo iraniano exportado e entra no radar da guerra
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCOs preços recuaram das máximas depois que o Financial Times informou que os ministros de finanças do G7 se reuniriam em caráter de emergência para discutir uma possível liberação conjunta de reservas de petróleo, coordenada pela AIE. O Tesouro britânico e o governo francês confirmaram à CNBC que a chamada ocorreria ainda nesta segunda-feira.
Tyler Goodspeed, economista-chefe da ExxonMobil, disse ao Squawk Box Europe que havia um consenso, na semana passada e ainda hoje, de que todos os países, exceto a Rússia, tinham interesse na retomada do tráfego normal pelo Estreito. Mas afirmou ser cético em relação a esse cenário.
“Quando penso na distribuição de probabilidades dos possíveis desfechos, parece que há muito mais cenários, e cenários mais prováveis, em que o estreito permanece efetivamente fechado por mais tempo do que cenários em que o tráfego normal é retomado”, disse Goodspeed.
Analistas do Societe Generale alertaram em nota publicada nesta segunda que paralisações prolongadas de produção nos países do Oriente Médio “aumentam materialmente” o risco de complicações na retomada das operações.
“Os Emirados Árabes Unidos são provavelmente o próximo produtor em risco de interromper a produção, potencialmente nos próximos cinco a sete dias”, escreveram os analistas. O Qatar também foi citado como vulnerável, embora seus volumes de petróleo sejam modestos em relação à sua exposição ao mercado de gás natural liquefeito.
A Arábia Saudita enfrenta risco menos imediato, segundo o banco francês, mas cortes de produção se tornariam plausíveis caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por mais duas a três semanas.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Lotofácil da Independência 2026: confira as dezenas sorteadas no concurso de R$ 300 milhões
2
Quebra de sigilo coloca em xeque notas oficiais de Moraes
3
Gilmar diz que não se deve expor colegas, mesmo que estejam envolvidos: “Até a máfia tem ética”
4
PLENÁRIO HISTÓRICO: Confira por texto e vídeo o julgamento do STF sobre os casos Mendonça e Moraes
5
No evento do Iphone Duo protagonista, a Apple apresentou a Siri com um recurso assustador embarcado no Apple Watch