Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Petróleo volta a superar US$ 90 com mercado ignorando possível liberação histórica de reservas
Publicado 11/03/2026 • 07:12 | Atualizado há 2 horas
Ford lança nova IA para impulsionar Pro, um negócio comercial bilionário
Meta compra Moltbook e entra nas redes sociais para agentes de inteligência artificial
Google aprofunda aposta em IA no Pentágono após Anthropic processar governo Trump
EUA desmentem secretário de Energia e dizem que não escoltaram petroleiros no Estreito de Ormuz
Por que a China consegue suportar a alta do petróleo com mais facilidade do que outros países
Publicado 11/03/2026 • 07:12 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Pixabay
Imagem de um campo de petróleo
Os preços do petróleo avançaram nas primeiras horas desta quarta-feira (11), apesar de um relatório indicar que poderia ocorrer uma liberação histórica de reservas emergenciais pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
Por volta das 4h20 (horário de Brasília), o petróleo Brent, referência global, subia 4,1%, a US$ 91,41 por barril. Já o petróleo WTI, referência dos Estados Unidos, avançava 4,6%, para US$ 87,28 por barril.
Leia também: Petróleo fecha em tombo de 11% com relato de liberação do Estreito de Ormuz e maior oferta da commodity
Na terça-feira (10), ministros de Energia do G7 se reuniram em Paris para discutir a guerra entre Estados Unidos e Irã e seus impactos nos mercados globais de petróleo e gás. O conflito interrompeu a produção de energia no Oriente Médio e levou a um bloqueio no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo.
Na manhã desta quarta-feira, a Reuters informou que a IEA recomendaria a liberação de estoques estratégicos de petróleo que superariam 100 milhões de barris por dia no primeiro mês. Em comunicado enviado à Bloomberg, ministros de Energia do G7 disseram apoiar a “implementação de medidas proativas para lidar com a situação, incluindo o uso de reservas estratégicas”.
A notícia veio após o The Wall Street Journal informar, na noite de terça-feira, que a IEA havia proposto a maior liberação de petróleo já realizada a partir de suas reservas estratégicas, superando os 182 milhões de barris que os países-membros colocaram no mercado após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia em 2022. Os países devem decidir nesta quarta-feira se liberarão ou não os estoques emergenciais.
Leia também: Por que a China consegue suportar a alta do petróleo com mais facilidade do que outros países
A IEA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da CNBC.
Em comunicado divulgado na terça-feira, o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, afirmou que os países-membros atualmente possuem mais de 1,2 bilhão de barris em estoques públicos emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris mantidos pela indústria sob obrigação governamental.
“Nos mercados de petróleo, as condições se deterioraram nos últimos dias”, disse Birol, citando dificuldades no transporte e uma redução significativa na produção.
“Isso está criando riscos significativos e crescentes para o mercado”, acrescentou. “Discutimos todas as opções disponíveis, incluindo disponibilizar ao mercado os estoques emergenciais da IEA.”
Na terça-feira, os preços do petróleo chegaram a cair drasticamente após uma publicação nas redes sociais do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmar erroneamente que a Marinha americana havia escoltado um petroleiro pelo Estreito de Ormuz.
Leia também: Queda do petróleo e tensão no Irã trazem volatilidade ao dólar
Posteriormente, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que a Marinha dos EUA “não escoltou nenhum petroleiro ou embarcação neste momento”.
Durante a madrugada, surgiram relatos de que forças americanas afundaram vários navios iranianos, incluindo 16 embarcações lançadoras de minas, nas proximidades do Estreito de Ormuz.
“Realmente acreditamos que o fator crítico continua sendo a duração da guerra. Essas liberações de estoques da IEA nos dão alguns dias, mas, na prática, tudo depende da reabertura do Estreito de Ormuz”, afirmou Sasha Foss, analista do mercado de energia da Marex, em entrevista ao programa “Europe Early Europe”, da CNBC, nesta quarta-feira.
“Esse conflito precisa terminar até o fim da semana. Caso contrário, veremos o petróleo voltar a subir acima de US$ 100”, disse Foss.
Outros analistas de mercado também alertaram que um conflito prolongado entre Estados Unidos e Irã pode levar o petróleo novamente acima do patamar de US$ 100 por barril.
“Se as tensões diminuírem nas próximas semanas, os preços do petróleo podem recuar… mas, mesmo nesse cenário, é improvável que retornem à faixa de US$ 60 a US$ 70 observada no início deste ano”, afirmou Paul Gooden, chefe de recursos naturais globais da Ninety One, em nota divulgada na terça-feira.
“Se a interrupção durar mais tempo, as consequências se tornam mais significativas. Os preços do petróleo podem subir ainda mais — potencialmente acima de US$ 120 ou até mais — até que valores mais elevados comecem a reduzir a demanda.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Nvidia planeja plataforma open source de agentes de IA para empresas chamada “NemoClaw”
2
Raízen protocola pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas
3
Raízen: quem ganha e quem perde com a crise da companhia?
4
Anthropic: IA ainda não destruiu empregos, mas jovens e setores já sentem impactos
5
Bancos pedem urgência em recurso que pode mudar destino da recuperação da Ambipar