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Energia

Setor elétrico brasileiro terá duas tecnologias inéditas no novo plano de transmissão

Publicado 05/10/2026 • 20:00 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • O Bipolo Nordeste II terá a primeira aplicação da tecnologia HVDC-VSC no Sistema Interligado Nacional.
  • A Subestação Cruzeiro do Sul, no Acre, receberá um sistema de baterias de 100 MW e 200 MWh.
  • O projeto de armazenamento com tecnologia grid-forming deve ser licitado no primeiro leilão de transmissão de 2027.
Setor elétrico brasileiro terá duas tecnologias inéditas no novo plano de transmissão

Foto: unsplash

Setor elétrico brasileiro terá duas tecnologias inéditas no novo plano de transmissão

O novo Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) de 2026 prevê a adoção de duas tecnologias inéditas no sistema elétrico brasileiro. Publicado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o plano inclui o uso do HVDC-VSC no Bipolo Nordeste II e de baterias com tecnologia grid-forming na Subestação Cruzeiro do Sul, no Acre.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicou as duas soluções em estudos sobre a expansão e a operação do sistema elétrico. Com isso, o planejamento da transmissão passa a incorporar alternativas voltadas ao aumento da flexibilidade e da confiabilidade da rede.

Leia também: EPE apresenta plano para antecipar contratação de armazenamento hidráulico

Sistema elétrico terá tecnologia inédita no SIN

O Bipolo Nordeste II será o primeiro projeto do Sistema Interligado Nacional (SIN) a utilizar a tecnologia HVDC-VSC para transmitir grandes blocos de energia.

A escolha ocorreu após estudos da EPE sobre a expansão das interligações entre as regiões do país. A análise considerou diferentes alternativas tecnológicas e também a evolução esperada para essas soluções.

De acordo com a EPE, a tecnologia VSC permite controlar os fluxos de potência com mais flexibilidade. Esse recurso pode ajudar a reduzir custos sistêmicos de operação, inclusive os relacionados às restrições para o escoamento da geração renovável produzida no Nordeste.

Além disso, o aumento da capacidade de intercâmbio entre as regiões pode facilitar a integração de novos recursos ao sistema elétrico. Entre eles estão os sistemas de armazenamento de energia, enquanto a maior capacidade de transmissão também pode contribuir para o atendimento de cargas eletrointensivas.

Outro efeito esperado envolve a resposta do SIN diante de diferentes condições hidrológicas. Com maior capacidade de controle, o HVDC-VSC pode combinar a expansão da transmissão com mais flexibilidade operacional e resiliência da rede.

Sistema elétrico terá baterias de 200 MWh no Acre

O segundo projeto envolve a Subestação Cruzeiro do Sul, no Acre. Nesse caso, a EPE identificou o armazenamento de energia como uma alternativa de rápida implementação para aumentar a confiabilidade do fornecimento no estado.

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O planejamento prevê um sistema de armazenamento por baterias, conhecido como BESS, com potência de 100 MW e capacidade de 200 MWh. O equipamento contará com tecnologia grid-forming.

Essa tecnologia também representa uma novidade no planejamento da transmissão brasileira. O governo prevê licitar o projeto no primeiro leilão de transmissão de 2027.

Com o armazenamento, a rede poderá ganhar mais flexibilidade operacional. Além disso, o projeto deve servir como referência para a utilização de sistemas com essa tecnologia em futuros empreendimentos do setor elétrico.

Novas soluções entram no planejamento da transmissão

A edição de 2026 do POTEE marca, portanto, a entrada de duas soluções tecnológicas inéditas no planejamento da transmissão brasileira. O SIN utilizará o HVDC-VSC pela primeira vez, enquanto o planejamento da transmissão brasileira também prevê a primeira aplicação de armazenamento com capacidade grid-forming.

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As iniciativas fazem parte de estudos da EPE voltados às necessidades futuras do sistema elétrico. De um lado, o Bipolo Nordeste II amplia as possibilidades de intercâmbio de energia entre regiões. De outro, o BESS previsto para Cruzeiro do Sul busca aumentar a confiabilidade do suprimento no Acre.

Dessa forma, o novo plano combina expansão da capacidade de transmissão com tecnologias que podem ampliar o controle e a flexibilidade da operação do sistema elétrico brasileiro.

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