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Engie lucra R$ 727 milhões no quarto trimestre e anuncia dividendos bilionários; veja valor
Publicado 25/02/2026 • 22:28 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 25/02/2026 • 22:28 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Engie Brasil Energia
Divulgação/Engie Brasil
A Engie Brasil registrou lucro líquido de R$ 727 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 33,3% na comparação com igual período do ano anterior. No acumulado do exercício, o lucro somou R$ 2,858 bilhões, montante 33,6% menor frente a 2024.
Pelo critério ajustado, o lucro líquido anual ficou em R$ 2,84 bilhões, baixa de 15,6% na comparação anual.
Segundo a companhia, o recuo do lucro foi impactado principalmente pelo maior efeito negativo do resultado financeiro líquido e pelo aumento da depreciação e amortização.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 1,86 bilhão no quarto trimestre, queda de 5,6% na base anual. Em 12 meses, o indicador alcançou R$ 7,66 bilhões, recuo de 12,5%.
Já o Ebitda ajustado, que exclui efeitos financeiros, tributários, impairment e itens não recorrentes, totalizou R$ 7,64 bilhões em 2025, alta de 2,9% frente a 2024.
A receita operacional líquida avançou 4,5% no quarto trimestre, para R$ 3,42 bilhões, e encerrou o ano em R$ 12,86 bilhões, crescimento de 14,6% na comparação anual.
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O avanço da receita foi impulsionado principalmente pela entrada de novos ativos de transmissão, com a entrega do projeto Asa Branca, além do aumento do volume de energia comercializada.
No quarto trimestre, a Engie vendeu 4.867 MW médios, alta de 12,3% em relação ao mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o volume vendido atingiu 4.559 MW médios, crescimento de 11%.
O preço médio líquido de venda, no entanto, apresentou queda. No quarto trimestre, ficou em R$ 210,66 por MWh, recuo de 6,3% na comparação anual. No ano, o preço médio foi de R$ 213,18 por MWh, baixa de 3,4%.
A empresa informou que o aumento nas vendas ao longo do ano foi associado à ampliação da base de clientes, que cresceu cerca de 24%, enquanto o número de unidades consumidoras avançou 34% na comparação anual.
Ao longo de 2025, a Engie realizou R$ 6 bilhões em investimentos.
Entre os principais movimentos, estão a aquisição das hidrelétricas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão, que adicionaram 612 MW à capacidade instalada. A companhia também concluiu a entrada em operação integral do Conjunto Eólico Serra do Assuruá (BA), com 846 MW, além do projeto solar Assú Sol (RN), com 895 MWp.
O CEO da Engie Brasil, Eduardo Sattamini, afirmou que o último ano foi desafiador para o setor elétrico, diante do aumento da complexidade operacional e da necessidade de adaptação estratégica.
Segundo ele, a diversificação do pipeline e a expansão em transmissão e geração permitiram à companhia atravessar o período com gestão disciplinada de riscos, sem comprometer a execução dos projetos.
Na mesma linha, o diretor financeiro e de RI, Pierre Leblanc, destacou que a ampliação do portfólio contribuiu para elevar a estabilidade dos fluxos de caixa e reduzir a exposição às volatilidades do mercado.
Refletindo o ciclo de investimentos, a dívida líquida encerrou 2025 em R$ 25,5 bilhões, alta de 26,8% frente aos R$ 20,12 bilhões registrados em dezembro de 2024.
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Em paralelo à divulgação dos resultados, o conselho de administração da Engie aprovou a proposta de pagamento de R$ 557,8 milhões em dividendos obrigatórios e complementares referentes ao exercício de 2025, equivalente a R$ 0,48 por ação.
A proposta será submetida à Assembleia Geral Ordinária (AGO), que definirá as datas de corte, crédito e pagamento.
Considerando todas as distribuições anunciadas ao longo do ano, o total de proventos proposto em 2025 alcançou R$ 1,377 bilhão, ou R$ 1,20 por ação.
O montante representa payout de 55% do lucro líquido ajustado e dividend yield de 4,2%, segundo a companhia.
O valor por ação já considera o aumento de capital realizado em dezembro de 2025 por meio de bonificação.
Em dezembro, a Engie também havia aprovado o pagamento de R$ 100 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalente a R$ 0,08 por ação, com data “ex” em 19 de dezembro de 2025.
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