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Exclusivo CNBC: Artemis 2 reacende interesse de investidores e pode impulsionar mercado espacial, diz CEO da Procure
Publicado 01/04/2026 • 11:39 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/04/2026 • 11:39 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Jim Watson/AFP
Foguete SLS que serpá na missão lunar Artemis II
O avanço da missão Artemis 2 está recolocando o setor espacial no radar dos investidores. A avaliação é de Andrew Chanin, CEO da Procure Asset Management, gestora do ETF UFO, focado na economia espacial.
Segundo ele, o fundo tem registrado volumes diários acima da média e a entrada de novos investidores, sinal de que o mercado voltou a olhar com atenção para o setor.
“As pessoas estão observando a Artemis e outros movimentos da economia espacial e pensando que talvez seja o momento de considerar esse mercado”, afirmou.
Lançado há quase sete anos, o ETF reúne empresas que podem se beneficiar tanto da expansão da órbita baixa da Terra quanto da construção de uma presença permanente na Lua — dois pilares da nova fase da indústria.
Leia também: Artemis 2: o que a missão vai testar antes do retorno humano à Lua?
Chanin compara o momento atual a uma mudança estrutural em relação à primeira corrida espacial. Se antes o esforço tinha forte componente simbólico e político, agora o foco está na construção de infraestrutura com uso comercial.
Na órbita baixa da Terra, há forte demanda pelo lançamento de satélites que compõem constelações voltadas a comunicação e outros serviços. Muitas companhias precisam cumprir prazos para colocar equipamentos no espaço, sob risco de perder direitos sobre frequências e licenças. Isso pressiona a cadeia de lançamentos.
Ao mesmo tempo, a capacidade ainda é limitada. Existem poucos veículos lançadores disponíveis e a cadência de missões é restrita, o que tem estimulado investimentos em infraestrutura terrestre para viabilizar mais envios ao espaço.
No caso da Lua, a proposta é estabelecer uma presença permanente, o que exige desde sistemas de suporte à vida até logística e energia. “Estamos tentando construir uma presença duradoura. Para isso, é preciso levar para lá tudo o que sustenta a vida na Terra”, disse. Para o executivo, esse movimento abre oportunidades para diversas empresas especializadas, algumas já presentes no portfólio do ETF.
Leia também: NASA: quem são os astronautas da Artemis 2 e por que a missão é histórica?
Entre as empresas do fundo está a EchoStar, cujas ações dispararam após fechar acordo para vender parte de seu espectro à SpaceX. Como parte da transação, a companhia passou a deter participação na empresa de Elon Musk.
Chanin avalia que uma eventual abertura de capital da SpaceX pode se tornar um dos eventos mais relevantes para o mercado espacial listado em bolsa. Ele afirma que provedores de índices estudam ajustes metodológicos para permitir a inclusão mais rápida da empresa, caso o IPO se concretize.
Enquanto isso, investidores buscam alternativas para se expor indiretamente à companhia, seja por meio de empresas com participação acionária, como a EchoStar, seja por outras listadas que possam se beneficiar de um eventual movimento das ações da SpaceX.
Leia também: Artemis 2: o que é a missão que muda o rumo dos voos tripulados da NASA
O executivo observa que ainda há confusão no mercado sobre o que são, de fato, empresas espaciais e quais são suas oportunidades. Ele cita o caso da EchoStar, que chegou a enfrentar questionamentos sobre o valor de seu espectro, mas posteriormente fechou acordos bilionários envolvendo esses ativos.
Para Chanin, o momento combina maior visibilidade pública, aumento de demanda e construção de infraestrutura — fatores que, na sua visão, sustentam uma nova etapa de desenvolvimento da economia espacial.
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