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EXCLUSIVO CNBC: Tirar 12% do petróleo global do mercado mostra dura realidade da crise, diz CEO da Shell
Publicado 08/05/2026 • 00:30 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 08/05/2026 • 00:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A retirada de cerca de 12% da oferta global de petróleo do mercado expõe a “dura realidade” do impacto da guerra no Oriente Médio sobre o setor de energia, afirmou Wael Sawan, CEO da Shell, em entrevista exclusiva à CNBC.
Segundo o executivo, a interrupção regional tem impacto estimado de cerca de 300 mil barris de óleo equivalente por dia para a companhia. Sawan disse que a Shell terá de navegar esse cenário, embora os efeitos negativos tenham sido mais do que compensados pela alta dos preços e pelo desempenho das áreas de negócios.
“O que você está vendo, em essência, é a dura realidade de tirar 12% do petróleo bruto do mundo do mercado”, afirmou.
A Shell reportou lucro ajustado de US$ 6,9 bilhões no primeiro trimestre, o maior em dois anos e acima da expectativa de analistas, impulsionado por ganhos em refino e trading de petróleo em meio à volatilidade dos preços. A companhia também elevou o dividendo em 5%, mas reduziu o programa de recompra de ações de US$ 3,5 bilhões para US$ 3 bilhões.
Sawan afirmou que o resultado reflete não apenas a alta do petróleo, mas uma transformação mais ampla da companhia. Segundo ele, a Shell vem melhorando a performance operacional, reforçando disciplina de custos e capital e ajustando seu portfólio para sustentar crescimento.
“Foi um ótimo trimestre, com forte superação tanto em lucro quanto em caixa. Mas a história maior é o momentum que tivemos nos últimos anos”, disse.
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Siga o Times | CNBCQuestionado sobre a queda na produção, o CEO disse que parte do impacto vem das interrupções no Oriente Médio. A Shell projeta queda relevante na produção de gás integrado no segundo trimestre, em meio aos efeitos do conflito sobre ativos na região.
Sawan afirmou que o mercado tem compensado a menor oferta com saques de estoques, troca de combustíveis e, em alguns casos, redução de demanda. Segundo ele, esses cortes ainda são moderados, mas podem aparecer de formas diferentes em combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação.
“Você está vendo muitos saques de estoques neste momento ao redor do mundo”, disse. “Isso vai se manifestar em diferentes partes do complexo de energia, seja em combustíveis de aviação, gasolina ou diesel.”
O CEO também afirmou que refinarias estão ajustando a produção conforme os sinais de preço. Nos Estados Unidos, segundo ele, esse movimento tem favorecido principalmente diesel e combustível de aviação.
Apesar do resultado acima do esperado, as ações da Shell recuavam após a divulgação do balanço, em meio à preocupação de investidores com os riscos geopolíticos e seus efeitos sobre a produção futura.
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