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Febraban Tech 2026: Profissional que não souber usar IA pode perder espaço, diz diretora de RH do Bradesco Silvana Machado
Publicado 26/08/2026 • 16:31 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 16:31 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Profissionais que não aprenderem a trabalhar com inteligência artificial podem perder espaço para pessoas que dominem melhor essas ferramentas, avaliou Silvana Machado, diretora de RH e sustentabilidade do Bradesco.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Febraban Tech, a executiva afirmou que a IA não deve simplesmente substituir o trabalho humano, mas já está mudando as competências exigidas pelas empresas.
“A IA não vai substituir o humano, mas ela potencializa o ser humano. Então a gente tem que saber muito bem como usar”, afirmou.
Questionada sobre a ideia de que um profissional pode não perder o emprego diretamente para uma IA, mas para alguém que saiba utilizá-la melhor, Machado respondeu: “Isso é totalmente verdade.”
Leia também: Febraban Tech: IA já apoia 100% dos escritórios do Bradesco Principal, diz head de estratégia Andressa Auge
O Bradesco, que tem cerca de 83 mil colaboradores, segundo a executiva, vem ampliando programas de treinamento e disponibilizando ferramentas de inteligência artificial para diferentes níveis da organização.
“A gente vem numa jornada de capacitação de todas as nossas pessoas para isso”, disse.
Machado afirmou que a responsabilidade pelo aprendizado é compartilhada entre empresa e funcionário.
“É 50% o banco fazendo isso e também os outros 50% a própria pessoa buscando esse aprendizado”, afirmou.
Segundo ela, as ferramentas foram disponibilizadas “desde o conselho até os nossos estagiários” e acompanhadas de iniciativas de letramento, cursos e treinamentos.
A própria executiva disse participar de uma mentoria com um profissional mais jovem para acelerar seu aprendizado no uso de novas tecnologias.
“Eu tenho um mentor agora, que é muito mais jovem que eu e que me ajuda e me ensina”, afirmou.
Machado disse que inteligência artificial e trabalho humano têm funções complementares dentro das organizações.
Segundo ela, a tecnologia oferece velocidade, capacidade de processamento de dados, precisão e automação, enquanto decisões que envolvem estratégia, propósito e julgamento continuam dependendo de pessoas.
“O humano ainda tem um papel muito em definição de propósito, de estratégia, de julgamento ético, de cuidado com o ser humano”, afirmou.
Para a diretora, a aplicação mais eficiente está justamente na combinação entre essas capacidades.
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Siga o Times | CNBCA transformação tecnológica também está alterando o papel das agências bancárias.
Machado afirmou, citando dados da Febraban, que atualmente 99% das transações já são feitas remotamente, por aplicativos e outros canais digitais.
Com isso, as unidades físicas passaram a concentrar funções relacionadas a negócios, aconselhamento e demandas de maior complexidade.
“Os clientes procuram as agências menos para transação e mais para isso: uma conversa, um aconselhamento, uma busca de que alternativas eu tenho para investir meu dinheiro, até para um crédito”, disse.
Leia também: Febraban Tech: BIA já soma 3 bilhões de interações e resolve 90% das demandas, diz CTO do Bradesco Cíntia Scovine
A executiva afirmou que a BIA, inteligência artificial do Bradesco criada há dez anos, já atua em diferentes frentes dentro da instituição.
Há uma versão para clientes, outra para funcionários e uma voltada às equipes de tecnologia.
Segundo Machado, a BIA Clientes registrou 74 milhões de transações apenas neste ano.
A BIA Corporativa também é usada por funcionários para consultar informações e tirar dúvidas, inclusive nas agências.
Na área de recursos humanos, a ferramenta já responde questões sobre férias, 13º salário, previdência e outros temas internos.
“Antigamente era tudo só por humanos. Hoje a gente já tem o primeiro nível habilitado por IA”, afirmou.
Apesar do avanço da automação, Machado disse que determinadas situações ainda precisam ser direcionadas para pessoas.
Ela citou como exemplo dúvidas mais complexas sobre procedimentos internos, saúde e benefícios.
“Isso tem que ir para um humano. Isso a BIA não substitui, porque ela precisa conversar com uma pessoa dentro da minha área de RH”, afirmou.
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