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Febraban Tech: BIA já soma 3 bilhões de interações e resolve 90% das demandas, diz CTO do Bradesco Cíntia Scovine

Publicado 25/08/2026 • 17:53 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Banco criou a plataforma Bridge para conectar modelos de IA aos sistemas internos com controles de segurança, privacidade e custos.
  • Bradesco também usa inteligência artificial com funcionários e equipes de tecnologia para acelerar entregas e elevar produtividade.
  • Companhia mantém 25 laboratórios com universidades no Brasil e no exterior por meio do Instituto Konumi para pesquisar o futuro da IA.

A BIA, inteligência artificial do Bradesco, já acumula 3 bilhões de interações em dez anos e registra 90% de retenção. Isso significa que os clientes conseguem resolver suas demandas pelo próprio canal na maior parte das vezes, segundo Cíntia Scovine, CTO e diretora-executiva de Tecnologia do Bradesco.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante a Febraban Tech 2026, Scovine disse que a ferramenta já realiza operações como consulta de saldo e extrato, Pix, pagamento de boletos e notificações em casos de fraude.

“Já são 3 bilhões de interações desde que a gente começou com a BIA Cliente. E a gente já tem 90% de retenção. Isso quer dizer o quê? O cliente consegue se autorresolver 90% das vezes”, afirmou.

Segundo a executiva, a tecnologia tornou o atendimento mais fluido e ampliou a capacidade de automação das interações com os clientes.

Leia também: Febraban Tech: IA ajuda bancos a reagirem a fraudes e ataques sofisticados, diz conselheiro do Bradesco Maurício Minas

Bradesco cria plataforma para controlar uso de IA

Scovine afirmou que a expansão da inteligência artificial dentro do banco é acompanhada por uma estrutura de governança voltada à segurança, privacidade e confiabilidade dos modelos.

“A confiança é o nosso principal ativo. Então a gente não faz nada com tecnologia que a gente não tenha plena confiança que vai funcionar da forma esperada”, disse.

O banco criou um framework de IA responsável que reúne profissionais de tecnologia, negócios, riscos, compliance e outras áreas para definir princípios, processos e controles.

Essa estrutura é operacionalizada por uma plataforma interna chamada Bridge.

“Você imagina como se fosse o coração da nossa inteligência artificial. Ela conecta tudo que a gente faz de inteligência artificial”, afirmou.

Segundo Scovine, a Bridge integra os principais modelos de linguagem disponíveis no mercado aos sistemas internos do Bradesco e concentra mecanismos de segurança, privacidade e otimização de custos.

“Com a Bridge, nós conseguimos colocar casos de uso em produção com toda a segurança, privacidade de dados, em questão de semanas para o nosso cliente”, disse.

IA também chega aos funcionários

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Além da BIA voltada aos clientes, o Bradesco mantém versões da tecnologia direcionadas ao uso interno.

A executiva citou a BIA Corporativa, utilizada pelos funcionários, e a BIA Tech, voltada às equipes de tecnologia.

Segundo Scovine, a estratégia é usar inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de soluções e aumentar a produtividade das áreas de engenharia.

“A gente tem investido muito no uso de IA para acelerar as nossas entregas para o cliente”, afirmou.

“O nosso objetivo com o uso de inteligência artificial nas áreas de engenharia é sempre conseguir entregar mais e melhor”, acrescentou.

Leia também: Febraban Tech: IA já apoia 100% dos escritórios do Bradesco Principal, diz head de estratégia Andressa Auge

Bradesco pesquisa modelos fundacionais

Scovine também destacou a atuação da Kunumi, empresa de inteligência artificial controlada integralmente pelo Bradesco e que reúne mais de 100 PhDs.

A executiva afirmou que a companhia trabalha em pesquisas relacionadas à construção de inteligência artificial geral e mantém parcerias acadêmicas por meio do Instituto Konumi.

“Nós temos o Instituto Kunumi, que já tem 25 laboratórios operacionais com universidades brasileiras e no exterior, onde nós estamos estudando o futuro da inteligência artificial”, disse.

Entre as frentes de pesquisa estão os chamados modelos fundacionais, que servem de base para aplicações de inteligência artificial.

Segundo Scovine, o objetivo é desenvolver modelos capazes de compreender melhor relações entre clientes, operações e negócios ao longo do ciclo de vida.

“Isso vai dar muita diferença no serviço que a gente presta para o cliente final”, afirmou.

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