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Festival do agronegócio reúne produtores, investidores e empresas na capital paulista
Publicado 01/10/2026 • 12:43 | Atualizado há 47 minutos
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Publicado 01/10/2026 • 12:43 | Atualizado há 47 minutos
KEY POINTS
O Global Agribusiness Festival (GAFFFF) realiza nesta quinta e sexta-feira, em São Paulo, sua terceira edição consecutiva na capital paulista. O encontro, no Nubank Parque, deve receber mais de 30 mil pessoas e reunir produtores rurais, empresários, investidores, especialistas, startups e representantes de diferentes segmentos ligados ao agronegócio.
Um dos focos desta edição será ampliar a aproximação entre o setor produtivo e o mercado financeiro. “A proposta é aproximar o agro dos investidores e os investidores do agro, reduzindo barreiras de desconhecimento e criando conexões entre esses dois ambientes”, afirma Pedro Freitas, sócio da XP e responsável pela área dedicada ao Agro.
Criado pela DATAGRO, o festival combina debates, negócios, inovação, cultura, música e gastronomia. A programação ocorre em palcos simultâneos e inclui discussões sobre financiamento, produtividade, tecnologia, inteligência artificial, sustentabilidade, mercado de carbono e segurança alimentar.
Leia também: Agro avança acima do PIB e enfrenta gargalos de infraestrutura para sustentar crescimento
A programação paulista ocorre pouco mais de dois meses depois da primeira edição do GAFFFF em Mato Grosso. Entre 23 e 26 de julho, o evento foi realizado em Sorriso, município localizado em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.
Segundo os organizadores, a edição mato-grossense recebeu mais de 15 mil visitantes, teve mais de 80 horas de programação, reuniu mais de 140 palestrantes e contou com uma feira de negócios formada por mais de 100 marcas.
“A experiência em Sorriso mostrou que o formato do festival pode ser levado a diferentes regiões e públicos, mantendo a combinação entre conteúdo, negócios, inovação e experiências”, diz Luiz Felipe Nastari, diretor de Comunicação da DATAGRO.
Para a organização, a passagem por Mato Grosso também marcou uma nova etapa de expansão do projeto, que até então tinha São Paulo como principal sede.
Na edição deste ano, a participação do setor financeiro deve ocupar parte relevante dos debates. A XP, que participa da iniciativa desde sua criação ao lado da DATAGRO, concentra sua atuação no eixo de educação financeira e na discussão de alternativas de capital para empresas e produtores.
De acordo com Pedro Freitas, o desafio não está apenas na oferta de crédito, mas também na escolha de instrumentos compatíveis com a realidade de cada atividade. “O produto financeiro deve ser um meio, não um fim. O mais importante é organizar a estrutura financeira do cliente e buscar soluções adequadas ao negócio, aos investimentos e ao fluxo de caixa”, afirma.
A avaliação é de que produtores rurais já convivem com riscos próprios da atividade, como oscilações nos preços das commodities, produtividade, clima e pragas. Nesse contexto, ferramentas financeiras podem ser usadas para reduzir parte das incertezas e melhorar a administração das obrigações assumidas.
“Alguns riscos podem ser administrados com instrumentos financeiros. Também é importante estruturar os passivos de acordo com o modelo de negócio, evitando compromissos de curto prazo que possam pressionar o caixa”, explica Freitas.
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Siga o Times | CNBCOutro tema apontado pelo executivo é a necessidade de aprimorar a gestão financeira dentro das propriedades e empresas rurais. Segundo ele, o acesso a capital precisa ser acompanhado por planejamento de margem, controle de riscos e adequação do perfil das dívidas.
“A principal demanda, em muitos casos, é por educação financeira. Uma gestão mais estruturada permite proteger margens, reduzir exposições desnecessárias e adequar o financiamento ao ciclo do negócio”, diz.
A organização patrimonial das famílias ligadas ao agronegócio também aparece entre os assuntos que devem ganhar espaço. Freitas afirma que ainda existem situações em que os recursos da atividade empresarial e o patrimônio pessoal são tratados conjuntamente.
“A separação entre o patrimônio da operação e o patrimônio da família permite uma gestão mais clara e também abre espaço para diversificação”, afirma.
Além da área financeira, o GAFFFF pretende concentrar discussões sobre tecnologia aplicada à produção, inteligência artificial, eficiência produtiva, sustentabilidade e mercado de carbono.
Na edição anterior realizada em São Paulo, o evento teve cerca de 35 painéis, mais de 200 palestrantes brasileiros e estrangeiros distribuídos em três palcos e a participação de mais de 100 startups com soluções voltadas ao setor de alimentos e à produção agropecuária.
Para 2026, a organização espera ampliar o público e a quantidade de atividades. “Voltamos a São Paulo com um evento mais consolidado e com a intenção de ampliar as discussões e conexões entre diferentes participantes do setor”, afirma Nastari.
A proposta, segundo os responsáveis pelo festival, é reunir em um mesmo espaço debates técnicos e econômicos, relacionamento comercial e atividades voltadas ao público urbano. A programação também inclui feira de negócios, experiências gastronômicas e apresentações musicais.
Embora tenha o agronegócio como eixo principal, o festival busca alcançar também públicos que não estão diretamente ligados à produção rural. A estratégia inclui atividades culturais e gastronômicas para ampliar o contato entre o campo, empresas, investidores e consumidores urbanos.
“O objetivo é oferecer, em um único ambiente, informações para a tomada de decisão, novas soluções, possíveis parceiros de negócios e experiências capazes de aproximar o agro de diferentes públicos”, afirma Nastari.
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