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“Foi quase uma declaração de guerra”, diz CEO da Bankme sobre aumento do IOF
Publicado 26/05/2025 • 17:00 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 26/05/2025 • 17:00 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O aumento inesperado do IOF em operações financeiras provocou forte reação no setor empresarial e foi um “duro golpe”, disse Thiago Eik, CEO da fintech Bankme, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“Temos hoje 200 empresas que já enfrentam dificuldades para acessar crédito. Esse aumento foi mais do que um ajuste fiscal: foi quase uma declaração de guerra do governo contra o sistema produtivo”, ele afirmou.
Eik destacou que, com a taxa Selic nos maiores níveis em 20 anos, o cenário já era adverso. “O empreendedor já não sabia para onde correr. E aí o governo conseguiu atingir exatamente a maior ferida, causando um impacto assustador. O mercado ficou em choque”. Para ele, a medida aumenta a insegurança jurídica e trava novos investimentos.
Para o especialista, as pequenas e médias empresas são as mais penalizadas, por dependerem de operações diretamente atingidas pelo IOF. “As grandes têm acesso a crédito estruturado, como os FIDICs, que não sofrem essa incidência. Mas as PMEs acabam arcando com o custo, que no fim é repassado ao consumidor. Em um país já inflacionado, isso agrava ainda mais a situação”, ele disse.
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Sobre a atuação da Bankme, ele explicou que a empresa tem buscado soluções alternativas para mitigar o impacto da medida. “Trabalhamos com antecipação de recebíveis, que sofre menos com o IOF. Temos orientado os clientes a estruturarem suas próprias financeiras, ganhando autonomia. Mas, com o medo instalado, todo mundo está travando investimento. É isso que chamam de custo Brasil.”
Eik também falou sobre a mudança repentina e o impacto no fluxo de capital estrangeiro: “Essa alteração no IOF exige aviso prévio de 90 dias, o que não foi respeitado. O Brasil está andando na contramão do mundo. Outros países facilitam a entrada de capital; aqui, colocamos uma catraca na porta de saída. O resultado é a fuga de investidores e empresários”.
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