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‘Um desastre colossal’: chefe de energia dos EUA critica plano de atingir zero em emissões líquidas até 2050
Publicado 09/09/2025 • 12:07 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 09/09/2025 • 12:07 | Atualizado há 1 ano
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Reprodução / Wikipedia
Chris Wright, Secretário de Energia dos EUA
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, criticou duramente os planos de alcançar emissões líquidas zero até 2050, chamando a meta climática de “um desastre colossal” que os países provavelmente não conseguirão atingir.
Seus comentários, publicados pela primeira vez em uma entrevista ao Financial Times na segunda-feira, surgem enquanto Wright e o secretário do Interior, Doug Burgum, se preparam para viajar a Milão, Itália, para a conferência Gastech.
“Zero líquido 2050 é apenas um desastre colossal… É apenas um programa monstruoso de empobrecimento humano e, claro, não há como isso acontecer”, disse Wright em comentários compartilhados pelo Departamento de Energia dos EUA na plataforma X.
Mais de 140 países, incluindo grandes poluidores como EUA, Índia e União Europeia, adotaram planos para alcançar o zero líquido em diferentes prazos.
Para atingir o limite crítico de aquecimento de 1,5 grau Celsius, conforme estabelecido no histórico Acordo de Paris, as emissões globais de carbono devem atingir o zero líquido por volta da metade do século, segundo a organização sem fins lucrativos Energy and Climate Intelligence Unit.
Para países de alta renda, como os EUA, isso significa alcançar zero líquido até 2050 ou antes. Países de baixa renda podem alcançar essa meta entre 2050 e 2060. Ex-executivo de petróleo e gás, Wright reconheceu a mudança climática como um desafio global que “merece atenção”, enquanto criticava o que descreveu como “alarmistas climáticos”.
Cientistas, por sua vez, contestaram os comentários de Wright sobre a mudança climática, descrevendo-os como “uma repetição de pontos de vista desinformativos”. Atividades humanas, especialmente a queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás, são a principal causa da mudança climática.
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O funcionário da administração Trump, que deve apresentar um discurso sobre a visão dos EUA para a segurança energética global no Gastech na quarta-feira, teria alertado que as regras climáticas europeias poderiam ameaçar o acordo comercial da UE com a Casa Branca.
O Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da UE, o primeiro imposto de carbono do mundo, e a regulamentação do bloco sobre metano estavam entre as medidas citadas por Wright como riscos potenciais para a estrutura comercial EUA-UE, segundo o Financial Times.
Um porta-voz da Comissão Europeia, o braço executivo da UE, recusou-se a comentar.
Nos termos do acordo comercial EUA-UE, que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu como “bom acordo” quando foi firmado, a UE disse que empresas do bloco de 27 países demonstraram interesse em investir pelo menos US$ 600 bilhões em diversos setores até 2029.
A UE também pretende comprar gás natural liquefeito (GNL), petróleo e produtos de energia nuclear dos EUA, com uma expectativa de aquisição avaliada em US$ 750 bilhões nos próximos três anos, buscando substituir a energia russa no mercado europeu.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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