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Hollywood mira Zuckerberg, Musk e Altman em meio à crescente preocupação com a IA
Publicado 10/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 10/10/2026 • 13:00 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
Foto: unsplash
Hollywood inicia uma série de filmes centrados em algumas das principais figuras do setor de tecnologia e inteligência artificial.
Este fim de semana marca o início de uma série de filmes centrados em algumas das principais figuras do setor de tecnologia e inteligência artificial, em um cenário de aumento da preocupação pública com a indústria.
O filme da Sony Pictures, “The Social Reckoning”, deve arrecadar cerca de US$ 7 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos neste fim de semana. A produção ficcional dá continuidade a “A Rede Social” (The Social Network), de 2010, dirigido por Aaron Sorkin, que conquistou três Oscars.
Enquanto o primeiro filme da franquia retratou a criação da empresa pelo CEO da Meta, Mark Zuckerberg, “The Social Reckoning” acompanha o vazamento de informações promovido em 2021 pela ex-funcionária do Facebook Frances Haugen, que revelou documentos internos da gigante de tecnologia.
“Isso me trouxe lembranças realmente muito boas”, disse Haugen recentemente à CNBC sobre o filme. “Senti que ele capturou o espírito daquela época.”
As bilheterias deste fim de semana também terão a estreia limitada de “Musk”, documentário de quase quatro horas sobre Elon Musk, dirigido por Alex Gibney. As primeiras exibições receberam elogios da crítica, mas o filme também foi alvo de críticas do próprio empresário na rede social X. Musk afirmou que a produção não tem nenhuma integridade.
Em 16 de outubro, será lançado “You Can See Everything”, documentário da A24 dirigido por Nathan Fielder e Lance Oppenheim sobre Elizabeth Holmes, fundadora da Theranos, empresa que protagonizou um dos maiores escândalos do setor de tecnologia da saúde.
No Natal, chega aos cinemas “Artificial”, da Neon. O filme ficcional retrata o CEO da OpenAI, Sam Altman, e sua breve demissão do cargo, em 2023.
“Parece um filme terrível, mas valorizo a criatividade das pessoas e realmente apoio isso”, afirmou Altman recentemente à CNBC. “Entendo por que as pessoas estão ansiosas. E, se elas precisam projetar essa ansiedade em alguém, ou encontrar algum alívio fazendo piada comigo, isso não me incomoda.”
A Netflix também entrou na programação. O episódio mais recente de sua série documental “Instadocs” estreia na segunda-feira e aborda o incidente envolvendo a Hugging Face, no qual um grupo de agentes da OpenAI teria escapado de um ambiente de testes e invadido autonomamente a infraestrutura da empresa.
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Siga o Times | CNBCOs filmes chegam em um momento decisivo, marcado pelo aumento da preocupação da população com os riscos da inteligência artificial e pela desconfiança em relação aos centros de dados que sustentam essa tecnologia. Uma pesquisa recente da Quinnipiac mostrou que 73% dos americanos temem que a IA represente uma ameaça à sobrevivência humana. Já um levantamento do Pew Research Center apontou que 54% consideram os centros de dados prejudiciais ao meio ambiente.
A questão agora é se essas produções vão intensificar ainda mais a percepção negativa do público sobre o setor.
David Kirby, diretor do programa de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia (Cal Poly), afirmou que a atenção pública dedicada aos filmes pode ampliar ainda mais as preocupações existentes.
“Os filmes são meios de comunicação extremamente persuasivos. As histórias são extremamente persuasivas. Sabemos disso há séculos”, disse.
Leia também: Trump x Xi: como a inteligência artificial virou arma geopolítica e peça-chave no encontro entre EUA e China
“Penso que as pessoas no topo estão preocupadas, em parte, porque não gostam de parecer mal. Não gostam que as pessoas questionem se sabem o que estão fazendo ou se são realmente aquelas que vão salvar a humanidade”, acrescentou.
Hollywood tem um histórico de lançar produções que pesquisadores e observadores associam a mudanças na opinião pública. O sucesso de bilheteria “O Dia Depois de Amanhã”, de 2004, foi reconhecido por chamar a atenção para as mudanças climáticas. Já o documentário “Blackfish”, de 2013, foi apontado como um dos responsáveis por mudar a percepção do público sobre o parque aquático SeaWorld e o cativeiro de mamíferos marinhos.
Kirby também destacou filmes como “Impacto Profundo” e “Armageddon”, ambos lançados em 1998, por terem contribuído para pressionar governos a dedicar mais recursos e atenção ao risco de asteroides atingirem a Terra.
“A ciência retratada nesses filmes estava correta? Não exatamente. É controverso, mas, em termos de conscientização, é isso que você quer”, afirmou Kirby. “É preciso conquistar a atenção do público. É preciso fazer com que as pessoas comecem a prestar atenção em você. Os filmes são uma maneira perfeita de fazer isso.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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