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Importações de aço disparam em 2025 e pressionam indústria nacional
Publicado 16/12/2025 • 12:29 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/12/2025 • 12:29 | Atualizado há 2 meses
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As importações de aço no Brasil avançaram em 2025 e já representam uma pressão relevante sobre a indústria siderúrgica nacional, segundo dados apresentados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Aço Brasil. Entre janeiro e novembro, as importações totais aumentaram 6,9% na comparação com o mesmo período de 2024. O movimento foi ainda mais intenso nos laminados, cujas compras externas dispararam 20,2%, alcançando 5,38 milhões de toneladas.
No mesmo intervalo, os indicadores da produção doméstica mostraram retração. A produção de aço bruto recuou 1,5%, para 30,79 milhões de toneladas, enquanto as vendas internas caíram 0,6%, somando 19,61 milhões de toneladas. As exportações, por sua vez, avançaram 10,6%, para 9,77 milhões de toneladas, refletindo a estratégia das usinas brasileiras de buscar mercados externos diante da perda de espaço no mercado doméstico.
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De acordo com o Instituto Aço Brasil, as importações de laminados em 2025 já equivalem a cerca de 28% das vendas internas do mercado brasileiro. Em volume anualizado, com base nos dados de janeiro a novembro, isso corresponde a aproximadamente 5,9 milhões de toneladas, montante comparável à produção de dez usinas do tipo mini mill ou de duas usinas integradas.
A China concentra a maior parte desse fluxo. Segundo os dados apresentados, 64% das importações totais de laminados e 76% das importações enquadradas nas 16 NCMs do mecanismo de cota-tarifa têm origem no país asiático. Entre janeiro e novembro, as compras dessas 16 NCMs cresceram 8,3%, para 2,62 milhões de toneladas.
O avanço das importações ocorre em um ambiente de preços internacionais pressionados. O Instituto Aço Brasil destacou que políticas do governo chinês permitem que as usinas do país pratiquem preços abaixo do custo de produção, sustentadas por subsídios, empréstimos com taxas favorecidas, incentivos fiscais e controle direto ou indireto do Estado.
Dados apresentados pelo Instituto mostram margens negativas recorrentes das usinas chinesas ao longo de 2024 e 2025, enquanto os preços internacionais das bobinas a quente permaneceram em patamares deprimidos.
Os efeitos já aparecem nos resultados financeiros das siderúrgicas brasileiras. O EBITDA trimestral das empresas associadas ao Instituto caiu 16,7% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao trimestre anterior e recuou 47,5% na comparação com o terceiro trimestre de 2024. No período, a margem EBITDA foi de 7,7%, ante níveis superiores a 12% registrados em 2024.
Além do impacto financeiro, o Instituto aponta consequências operacionais relevantes. Segundo os dados apresentados, as importações já resultaram na redução de investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões, na eliminação de 5.100 empregos e na paralisação de equipamentos, incluindo uma aciaria de altos-fornos e cinco mini mills.
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