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OpenAI entra na disputa com Meta por agentes pessoais de IA
Publicado 30/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 50 minutos
Publicado 30/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 50 minutos
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Foto: AFP
OpenAI lança Dots e acirra disputa com Meta, Google e Apple pelo mercado de agentes pessoais de inteligência artificial.
Após o lançamento de grande repercussão do agente Muse AI, da Meta, no início deste mês, a OpenAI entrou na terça-feira no mercado de agentes pessoais com o Dots, preparando o terreno para o que pode se tornar a próxima grande disputa do mercado de inteligência artificial.
Durante sua conferência anual para desenvolvedores, a DevDay, a OpenAI descreveu o Dots como agentes “sempre ativos”, projetados para ajudar os usuários a realizar uma série de tarefas. Desde o lançamento do Muse, há três semanas, investidores passaram a apostar na Meta, levando as ações da companhia a uma alta de 29% em setembro, no caminho para seu melhor mês desde 2013.
Esse nível de entusiasmo destaca o potencial dos agentes pessoais e a expectativa de que consumidores e profissionais de escritório possam usar a tecnologia para reservar viagens, pagar contas, responder a e-mails e realizar muitas outras tarefas. Mas a entrada da OpenAI, pouco depois do lançamento do Muse, também serve como lembrete de que o mercado de IA reúne algumas grandes empresas que estão convergindo para produtos semelhantes, com pouca capacidade de fidelizar usuários.
O Google chama sua oferta Gemini Spark de “seu agente pessoal de IA 24 horas por dia, 7 dias por semana”. Já a Apple tenta ampliar sua posição na disputa de IA com uma versão reformulada da Siri, que descreve como “uma assistente pessoal muito mais capaz”.
“Acho que o que estamos vendo é uma evolução inevitável da tecnologia”, afirmou John Waldmann, CEO da startup de tecnologia para recursos humanos Homebase e usuário de diversas ferramentas relacionadas a agentes de IA. “Provavelmente não é surpresa que tudo isso esteja acontecendo ao mesmo tempo.”
Não são apenas as grandes empresas que enxergam a oportunidade.
A startup de assistentes de IA Instinct anunciou na segunda-feira que levantou US$ 1 bilhão com empresas de capital de risco, incluindo a Sequoia, alcançando uma avaliação de US$ 10 bilhões. Outra startup, a Town, estaria avaliando uma possível rodada que a levaria a uma avaliação de US$ 1 bilhão.
O CEO da Town, Jean-Denis Grèze, afirmou à CNBC que o lançamento do Dots, da OpenAI, “continua validando a categoria e a necessidade de assistentes para o trabalho”.
“Esse tem sido nosso foco na Town desde o início”, disse Grèze, acrescentando que vê a concorrência com bons olhos.
Na terça-feira, todos os olhares estavam voltados para a OpenAI, enquanto investidores e entusiastas de IA aguardavam o que a criadora do ChatGPT apresentaria após a conferência para desenvolvedores Meta Connect da semana passada. No evento, a Meta anunciou novos dispositivos de IA, incluindo um pingente, e o CEO Mark Zuckerberg chamou o Muse de “peça central” da estratégia de IA da companhia.
Ao subir ao palco em São Francisco para a DevDay, Altman chamou o Dots de “notavelmente capaz” e “construído para lidar com praticamente qualquer coisa que você possa imaginar”. Embora os desenvolvedores já pudessem utilizar as ferramentas existentes da OpenAI para gerenciar diversos agentes de IA voltados a tarefas de escritório, o Dots promete ser uma maneira mais simples de os profissionais utilizarem assistentes digitais avançados em ferramentas como Slack e Microsoft Teams.
Leia também: OpenAI DevDay: o laboratório de IA lança os agentes Dots; Altman e Friar comentam sobre o IPO
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Siga o Times | CNBCA chegada de uma série de novos agentes ao mercado oferece uma perspectiva mais positiva para as empresas de IA em um momento em que os principais laboratórios enfrentam escrutínio crescente devido a preocupações de que os modelos mais avançados corram o risco de sair do controle humano.
Na terça-feira, enquanto Altman participava da DevDay, seu braço direito, Greg Brockman, estava em Washington para um almoço oferecido pelo presidente Donald Trump a líderes das principais empresas de tecnologia. O tema era a segurança da IA, e o evento ocorreu mais de duas semanas depois de o CEO da Anthropic, Dario Amodei, causar forte repercussão no setor ao publicar um texto defendendo que as empresas de IA desacelerassem o ritmo de desenvolvimento dos modelos de fronteira.
Nick Deveau, CEO da startup de vendas com IA GrottoAI, é um entusiasta de ferramentas de agentes de IA como a Instinct e vê potencial à medida que as empresas começam a desenvolvê-las para um público mais amplo.
“O interessante sobre tudo isso, algo que acho que ficou evidente muito rapidamente e é demonstrado por algumas dessas avaliações, é que as pessoas veem isso como a primeira prova bem-sucedida de que o verdadeiro trabalho realizado por agentes de IA está chegando aos consumidores”, afirmou Deveau.
Leia também: OpenAI amplia investigação sobre comportamento de modelos após novos incidentes
Ainda resta saber se os consumidores estarão dispostos a pagar. O Muse, da Meta, é gratuito dentro de um limite de uso e pode ser contratado a partir de US$ 20 por mês depois disso. Já o Dots, da OpenAI, está disponível apenas a partir do plano Pro, de US$ 100 por mês, ou em planos superiores.
E mesmo com o Muse acumulando milhões de downloads nas lojas de aplicativos, isso não significa que as pessoas estejam de fato usando o produto ou outros agentes de IA, afirmou Waldmann.
“As pessoas vão experimentar, mas isso realmente está agregando valor?”, questionou Waldmann. “Isso faz parte de um hábito diário?”
Thomas Randall, diretor de pesquisa do Info-Tech Research Group, afirmou em um e-mail que “a corrida começou”, enquanto as empresas de IA tentam entender como os consumidores querem usar agentes e o que fará com que continuem voltando a eles.
“Quando os principais sistemas forem amplamente capazes, o vencedor provavelmente será determinado por qual agente é mais fácil de adotar, está mais conectado e é mais difícil de abandonar”, afirmou Randall. “Vamos ver qual deles conseguirá ganhar escala de distribuição primeiro.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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