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JBS pode destravar US$ 3 bi se entrar no índice S&P500, mas margens seguem pressionadas por ciclo do boi

Publicado 07/04/2026 • 08:45 | Atualizado há 16 minutos

KEY POINTS

  • A JBS pode destravar cerca de US$ 3 bilhões em recursos de fundos passivos se, no futuro, conseguir entrar no S&P 500, de acordo com relatório do BTG Pactual.
  • A inclusão não é automática nem imediata: depende de exigências como tempo mínimo de listagem nos Estados Unidos, aumento do free float e da aprovação do comitê responsável pela carteira.
  • Se esse passo for cumprido, pode abrir espaço para uma nova rodada de valorização das ações, mesmo em um momento de margens pressionadas no setor de proteínas.
Fundada em Goiás, em 1953, a JBS é considerada uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

Montagem Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no Nano Banana 2, foto: Divulgação/JBS

JBS pode destravar cerca de US$ 3 bilhões em recursos de fundos passivos se, no futuro, conseguir entrar no S&P 500, de acordo com relatório do BTG Pactual.

A JBS pode destravar cerca de US$ 3 bilhões em recursos de fundos passivos se, no futuro, conseguir entrar no índice S&P 500, de acordo com relatório do BTG Pactual. A inclusão no índice, porém, não é automática nem imediata, depende de exigências como tempo mínimo de listagem nos Estados Unidos, aumento do free float e da aprovação do comitê responsável pela carteira.

Para o banco, se esse passo for cumprido, pode abrir espaço para uma nova rodada de valorização das ações, mesmo em um momento de margens pressionadas no setor de proteínas.

Após reunião com o CFO da JBS, Guilherme Cavalcanti, e a equipe de relações com investidores, o BTG destacou que a empresa já cumpriu marcos relevantes, como a redução do custo da dívida, o alongamento do perfil de vencimentos e a listagem nos EUA.

Leia também: JBS anuncia emissão de US$ 2 bilhões em bonds com vencimento em 2037 e 2057

Com a dívida já alinhada a pares globais com grau de investimento no setor de consumo básico, a expectativa agora é por uma reprecificação do equity.

“A entrada no S&P 500 parece ser o objetivo final, embora ainda haja um caminho a percorrer até que isso se concretize. Acreditamos que a inclusão em índices pode acontecer nos próximos anos”, afirmam os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla.

Antes de uma eventual entrada no S&P 500, o BTG Pactual avalia que o próximo passo da JBS deve ser a inclusão nos índices Russell, possivelmente já em junho, uma vez que a empresa cumpre os critérios técnicos. “O fluxo estimado nesse primeiro movimento pode chegar a três a quatro vezes o volume médio diário negociado”, dizem os analistas.

✍️ Para entrar no S&P, é preciso cumprir exigências, como histórico mínimo de listagem, envio de relatórios 10-K e 10-Q, free float acima de 50%, o que pode demandar redução da participação do BNDES, e valor de mercado mínimo.

Margens pressionadas no ciclo de bovinos

A discussão sobre índices ocorre em meio a um cenário operacional desafiador. Nos Estados Unidos, as margens de carne bovina seguem pressionadas. A JBS avalia que o ambiente pode levar a novos fechamentos de capacidade na indústria. “Ainda assim, não é algo que a própria JBS deva fazer, pois isso não faz parte de sua estratégia”, aponta o relatório.

A empresa aposta na diversificação geográfica e de proteínas, além da solidez do balanço, para atravessar o ciclo negativo preservando capacidade e mantendo investimentos. A seca em regiões que concentram 57% do rebanho americano pode antecipar abates e tem contribuído para alguma melhora recente nos spreads, após um início de ano fraco. Também entraram na equação o fim da greve na planta de Greeley e a possível reabertura da fronteira com o México, com potencial adicional de cerca de 1,4 milhão de cabeças.

🔍 Ciclo do boi é o movimento de alta e baixa nos preços do gado que se repete de seis a oito anos no Brasil. Quando os preços da arroba estão elevados, os pecuaristas retêm fêmeas para reprodução em vez de mandá-las para o abate, o que reduz a oferta futura de animais e sustenta a alta das cotações. Com o tempo, o aumento do rebanho gera excesso de oferta, os preços caem e os produtores voltam a descartar matrizes para cobrir custos, preparando o terreno para um novo ciclo de escassez. Entre a decisão de reter uma vaca para reprodução e o momento em que o bezerro chega ao peso de abate, o intervalo pode superar 36 meses. Esse descompasso entre decisão e resultado é o que explica as oscilações periódicas nos preços da carne bovina, da inflação de alimentos e das margens dos frigoríficos.

Frango e revisões de estimativas da JBS

No segmento de aves, a expectativa é de acomodação das margens após dois anos de rentabilidade elevada. A produção deve crescer cerca de 2% em 2026 no Brasil e nos EUA. O banco, porém, adota visão mais cautelosa e vê risco de contração mais relevante à frente, diante da expansão da oferta.

O BTG projeta EBITDA consolidado de US$ 6 bilhões em 2026 pelo critério IFRS16 (US$ 4,9 bilhões em US GAAP), com margem de 6,5%, e lucro líquido ajustado de US$ 1,4 bilhão.

A expectativa é de pressão de margem em praticamente todas as divisões, com destaque para US Beef ainda no vermelho, queda de rentabilidade em Pilgrim’s e Seara e estabilidade relativa em US Pork.

Mesmo com o momento operacional mais fraco no curto prazo, o banco reiterou recomendação de compra para as ações, avaliando que a possível inclusão no S&P 500 pode representar um gatilho relevante de valor nos próximos anos.

Para o BTG Pactual, a diversificação é o principal diferencial da JBS, ao reduzir a volatilidade e permitir atravessar ciclos adversos com geração de caixa. Esse ponto, segundo o banco, ficou evidente no pagamento recente de US$ 1 bilhão em dividendos.

No curto prazo, porém, o BTG avalia que ações de proteína tendem a acompanhar o ciclo operacional e que o ritmo de resultados pode perder força. Nesse contexto, a JBS não seria hoje a principal tese de geração de alpha dentro do setor.

Ainda assim, o banco entende que o papel oferece a melhor relação de valor entre as empresas sob sua cobertura em alimentos, tanto frente a pares brasileiros quanto a companhias listadas nos EUA, e reiterou recomendação de compra.

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