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Mercado global de luxo movimenta € 1,44 trilhão em 2025
Publicado 12/01/2026 • 10:33 | Atualizado há 1 uma semana
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KEY POINTS
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O mercado global de luxo movimentou € 1,44 trilhão em 2025, mesmo em um cenário marcado por O mercado global de luxo movimentou € 1,44 trilhão em 2025, mesmo em um cenário marcado por incertezas econômicas e geopolíticas, segundo dados da Bain & Company. Em resposta às mudanças no comportamento do consumidor, grupos do setor passaram a intensificar o uso de tecnologia como vetor estratégico. Nesse contexto, a LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton) vem ampliando de forma consistente a adoção de inteligência artificial como parte de sua estratégia de crescimento, diferenciação e competitividade no longo prazo.
Maior conglomerado de luxo do mundo, a LVMH reúne mais de 75 marcas distribuídas em diversos segmentos. No portfólio estão moda e artigos de couro, com casas como Louis Vuitton, Dior, Fendi e Givenchy; vinhos e destilados, como Moët & Chandon, Veuve Clicquot e Hennessy; relógios e joias, incluindo TAG Heuer, Bulgari e Tiffany & Co.; perfumes e cosméticos, com Sephora, Guerlain e Givenchy Beauty; além do varejo seletivo, representado por redes como DFS e Le Bon Marché.
Ao contrário da abordagem mais comum no ambiente corporativo,frequentemente associada à automação e à redução de custos, a LVMH direciona a aplicação da inteligência artificial para apoiar o desenvolvimento do negócio e fortalecer processos criativos. A companhia parte da premissa de que o luxo está diretamente ligado à criação artística, ao artesanato e à relação humana entre vendedores e clientes. Nesse sentido, a tecnologia é integrada de forma discreta aos processos, sem substituir a atuação humana na experiência final.
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A estratégia de IA do grupo está estruturada no conceito de “co-tech”, que define a tecnologia como suporte aos valores centrais da companhia. A inteligência artificial é aplicada para reforçar quatro pilares estratégicos: criatividade, excelência operacional, empreendedorismo e impacto positivo.
A evolução dessa estratégia ocorreu em etapas ao longo dos últimos três anos. A primeira concentrou-se na construção de bases técnicas, organizacionais e de governança. Em seguida, o grupo passou a testar e escalar casos de uso em diferentes maisons. A fase mais recente envolve um plano mais abrangente de transformação, com foco na disseminação da IA entre os colaboradores e na incorporação da tecnologia ao cotidiano das marcas.
Cada maison foi incentivada a desenvolver um plano próprio de adoção, respeitando suas especificidades criativas e operacionais. A análise desses projetos revelou uma convergência de prioridades, especialmente nas áreas de comércio, marketing e operações, permitindo que práticas bem-sucedidas fossem compartilhadas e replicadas em todo o grupo.
A aplicação da inteligência artificial em processos criativos é tratada com cautela, diante dos riscos associados à originalidade, à autoria e à preservação da identidade das marcas. A companhia adota uma abordagem gradual, baseada em testes, aprendizado contínuo e parcerias com universidades e equipes internas.
Na Louis Vuitton, principal maison do grupo, a IA já é utilizada como ferramenta de apoio nos estúdios de design, permitindo uma exploração mais ágil de cores, materiais e variações visuais. No comércio eletrônico, a tecnologia apoia a produção de ativos digitais. Já nas lojas físicas, o foco está no suporte aos consultores de vendas, com acesso a informações que permitem personalizar o atendimento e aprofundar o relacionamento com o cliente.
Outro eixo em desenvolvimento é o chamado “agentic commerce”, modelo que utiliza inteligência artificial para integrar canais digitais e físicos em torno de um único cliente. A proposta é organizar site, aplicativo, lojas e experiências de forma coordenada, a partir da interpretação das intenções e preferências do consumidor.
Para viabilizar a expansão dessas iniciativas, a LVMH estruturou uma política de governança voltada ao uso responsável da inteligência artificial. O grupo definiu diretrizes internas e responsáveis pela supervisão ética da tecnologia, tanto em nível corporativo quanto em cada unidade de negócio.
A estratégia também envolve parcerias com universidades, empresas de tecnologia e startups, que apoiam o desenvolvimento e a escalabilidade das soluções. A expectativa da companhia é que a inteligência artificial contribua para mudanças mais amplas na cultura organizacional nos próximos anos, influenciando a forma de trabalho entre equipes, áreas e países. Segundo o grupo, a adoção da tecnologia deve sustentar o crescimento do negócio e o desempenho financeiro, mantendo como indicador central a força e a desejabilidade das marcas no mercado global de luxo.
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